Senado aprova missão aos EUA para discutir tarifaço
Grupo de senadores deve fazer viagem aos Estados Unidos entre os dias 29 e 31 de julho para dialogar com parlamentares americanos
O plenário do Senado aprovou, na terça-feira, 15, a criação de uma comissão temporária externa da Casa destinada a manter diálogo in loco com parlamentares americanos em Washington sobre as relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.
A criação do colegiado foi solicitada pelo presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS). A iniciativa do parlamentar é uma resposta à decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros. A taxação começará a valer em 1º de agosto.
A comissão externa será composta de quatro membros titulares e quatro suplentes e fará uma missão oficial a Washington, entre os dias 29 e 31 de julho, para estabelecer canais de diálogo com legisladores do Senado americano, tendo como pauta a relação política e econômica entre os dois países, no contexto da decisão de Trump.
“É hora de diálogo franco com quem toma decisões em Washington. O Brasil precisa proteger suas cadeias produtivas e Mato Grosso do Sul já sente o impacto direto do tarifaço”, afirmou Trad.
Reação ao tarifaço
Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), colocaram nesta quarta-feira, 16, o Congresso à disposição do governo federal para reagir ao “tarifaço” de 50% do presidente dos Estados Unidos ao Brasil.
Após se reunir com o vice-presidente da República, o ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, e a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, Alcolumbre disse, em vídeo enviado à imprensa, que o Poder Legislativo está comprometido em defender a soberania nacional, os empregos e os empresários.
“Vejo nesse momento de agressão ao Brasil e aos brasileiros, isso não é correto. E temos que ter firmeza, resiliência, e tratar com serenidade essa reação. Buscar estreitar os laços e fazer as coisas acontecerem em defesa dos brasileiros”, afirmou.
Motta, por sua vez, disse que a Câmara está pronta para aprovar as ações necessárias e fazer a “retaguarda do Poder Executivo”.
“Não tenho a menor dúvida de que hoje a nossa população entende que o Brasil não pode ser levado a situações em que decisões externas venham a interferir na nossa soberania. Brasil hoje tem uma importância muito grande no cenário mundial e nós não temos a menor dúvida que com união, compromisso e muita responsabilidade nós iremos superar esse momento”, afirmou.
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Comentários (1)
Denise Pereira da Silva
16.07.2025 14:20Se Lula continuar falando idiotices no contexto internacional, achando que tem alguma estatura política internacional para dar pitacos econômicos ao mundo, muitas outras missões serão necessárias. E com políticos como a família Bolsonaro ajudando a ferrar mais o Brasil, nem missões como essa surtirão efeito. Acordem, eleitores! O maior prejudicado nesses embates circenses é o povo brasileiro como um todo.