Alckmin e presidente da Embraer relatam a Motta impacto negativo de tarifaço
Presidente da Câmara disse que a Casa "está à disposição para agir com firmeza em defesa dos interesses de nosso setor produtivo"
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, e o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, relataram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), os impactos negativos que as tarifas extras de 50% anunciadas pelos Estados Unidos terão em setores estratégicos da indústria nacional. Motta conversou com os dois nesta sexta-feira, 11.
“Reafirmei que a Câmara dos Deputados acompanha os desdobramentos e está à disposição para agir com firmeza em defesa dos interesses de nosso setor produtivo, de nossa economia e da proteção dos empregos dos brasileiros que podem ser direta ou indiretamente atingidos pelas medidas”, disse o deputado, em publicação no X (antigo Twitter).
Conforme o anúncio de Trump, as tarifas extras sobre os produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos passarão a ser aplicadas em 1º de agosto.
Em nota conjunta divulgada na quinta-feira, 10, Motta e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmaram que a decisão dos EUA “deve ser respondida com diálogo nos campos diplomático e comercial“.
Segundo os parlamentares, “o Congresso Nacional acompanhará de perto os desdobramentos”. “Com muita responsabilidade, este Parlamento aprovou a Lei da Reciprocidade Econômica. Um mecanismo que dá condições ao nosso país, ao nosso povo, de proteger a nossa soberania”.
Eles prosseguiram: “Estaremos prontos para agir com equilíbrio e firmeza em defesa da nossa
economia, do nosso setor produtivo e da proteção dos empregos dos brasileiros”.
A Lei da Reciprocidade citada foi aprovada pelo Congresso em abril. A norma indica medidas protecionistas que podem ocasionar contramedidas do governo brasileiro.
Deputado pede comissão externa
O deputado federal Ronaldo Nogueira (Republicanos-RS) protocolou nesta sexta-feira, na Câmara, um requerimento de criação, em caráter de urgência, de uma comissão externa da Casa para tratar da decisão de Trump de impor tarifas extras sobre os produtos brasileiros.
A ideia é que o colegiado discuta o tema com o governo brasileiro, para que o Executivo mantenha postura de “prudência e serenidade” diante do episódio, e com o governo dos Estados Unidos, para que reavalie a decisão “em consideração à cooperação histórica entre os dois países“.
A comissão também buscaria apoio do Congresso americano ao pedido para que os EUA recuem da imposição das tarifas. Ronaldo Nogueira propõe que o colegiado tenha oito membros e funcione por 90 dias.
“A taxação de 50% dos Estados Unidos a produtos brasileiros afeta exportações, reduz receita de setores como agronegócio e aço, gera insegurança comercial e pode impactar o crescimento econômico“, pontua o parlamentar na justificativa do requerimento.
O pedido ainda precisa ser votado pelo plenário da Câmara.
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