PT vai reforçar pedido de cassação de Eduardo Bolsonaro e acionar STF
Segundo Lindbergh Farias (PT-RJ), deputado do PL confessou atuação contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos
O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (PT-RJ), disse nesta quinta-feira, 10, que em decorrência da manifestação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre as tarifas extras de 50% sobre os produtos brasileiros, vai apresentar ainda hoje um adendo ao pedido de cassação do mandato do parlamentar do PL, no Conselho de Ética da Casa.
Segundo Lindbergh, na manifestação, Eduardo confessou que está atuando contra autoridades brasileiras nos Estados Unidos.
“Estamos protocolando agora, no Conselho de Ética, um adendo ao pedido de cassação do deputado Eduardo Bolsonaro. Achamos que é inadmissível Eduardo Bolsonaro continuar como deputado. Ele já está licenciado. A licença dele acaba nove dias atrás. Quando eu entrei no Conselho de Ética, o que a gente dizia? Que ele estava usando o mandato parlamentar dele para atacar as instituições do Estado Democrático de Direito”, pontuou o petista, em entrevista a jornalistas.
“E estava fazendo aquilo com alguns objetivos: primeiro, obstruir, interferir no julgamento [da trama golpista] no STF, o que é crime. Coação no curso do processo, está no Código de Processo Penal. Mas mais: ataque sistemático ao Estado Democrático de Direito. Ele continuava… qual a diferença entre apedrejar o STF no 8 de janeiro e atacar cotidianamente as instituições brasileiras?”.
Lindbergh prosseguiu: “A gente fez um adendo porque agora ele confessa. Na nota conjunta à imprensa ele confessa”.
O petista anunciou também que, nesta tarde, vai protocolar “uma nova peça contra o Eduardo Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal“. Ele não detalhou o que haverá na petição.
A manifestação de Eduardo Bolsonaro
Na nota de quarta-feira, 9, Eduardo responsabilizou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar tarifas extras de 50% sobre todos os produtos do Brasil.
Eduardo, que decidiu se mudar para os Estados Unidos, celebrou sua articulação internacional pela criação da chamada “Tarifa-Moraes”, batizada por ele em alusão às “violações” do ministro contra “jornalistas, cidadãos, residentes dos Estados Unidos” e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Enquanto o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes colecionavam
violações de direitos humanos contra jornalistas, contra cidadãos e residentes dos Estados
Unidos, também avançavam sobre o líder maior da oposição, o ex-presidente Jair Bolsonaro,
negando-lhe garantias mínimas de legalidade, defesa e presunção de inocência na forma da farsa
de um julgamento quase sumário em um tribunal de exceção“, disse.
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