“Tenho 69 [anos] e falo com o maior orgulho, porque eu acho que esconder é uma bobagem… Se eu puder inspirar outras pessoas, é isso que eu quero fazer”, diz Ida Sztamfater na conversa com Madeleine Lacsko no podcast Ladoa! desta semana.
Psicóloga, mãe de cinco filhos e avó de dois netos, Ida preside o Amigo com H, braço voluntário do Einstein Hospital Israelita, voltado para oncologia e hematologia, e atua como uma ativista incansável pela saúde e contra o antissemitismo.
“Hoje, eu digo que a mulher de 60… Não são os antigos 40, são os novos 60, porque eles trazem um novo frescor e uma nova experiência, que a gente consegue viver a vida com toda essa bagagem”, acrescenta, alertando contra o excesso de procedimentos estéticos:
“Eu quero ser eu, quero olhar no espelho, quero ser eu… Algumas rugas são cicatrizes da minha vida, que eu faço questão de mostrar também.”
Essa positividade foi testada por um diagnóstico de câncer de mama, um “acidente de percurso” que a forçou a aplicar em si mesma a regra da máscara de oxigênio, como diz: cuidar de si primeiro para poder cuidar dos outros.
Holocausto
A entrevista também mergulha na herança familiar de Ida.
Filha de sobreviventes do Holocausto, ela relata episódios emocionantes sobre a sobrevivência de sua mãe na Polônia ocupada, incluindo o período em que a família se escondeu em um curral, alimentando-se do que restava para não morrer de fome.
Essas raízes moldaram sua resiliência e sua determinação em educar as futuras gerações sobre prevenção e respeito à vida.
Dos desafios da maternidade de gêmeos aos 50 anos à importância vital da detecção precoce de doenças, Ida Sztamfater oferece uma lição de que a verdadeira beleza e força vêm da capacidade de se reinventar e de manter a esperança, mesmo diante das maiores adversidades.
Assista à conversa completa: