Quais as principais causas da queda de cabelo e quando isso é sinal de doença
Saiba quando ela pode ser sinal de doenças, como tireoide, anemia ou alopecia, e o que observar
A queda de cabelo é um tema frequente em diferentes idades e pode ser apenas parte da renovação natural dos fios ou um sinal de que algo não vai bem com a saúde. Entender como o cabelo cresce, quando a queda é considerada normal e quais sinais exigem atenção é fundamental para buscar ajuda na hora certa e proteger a saúde capilar.
O que é a queda de cabelo considerada normal?
A perda diária de fios faz parte do ciclo natural do cabelo, que alterna fases de crescimento, repouso e queda. Em geral, a queda de até cerca de 100 fios por dia é considerada fisiológica e não indica doença.
É comum notar mais cabelos no ralo ou na escova em dias de lavagem, quando muitos fios já soltos se desprendem de uma vez. O que merece atenção é a mudança de padrão, com aumento visível da queda ou início de falhas no couro cabeludo.
Quais as principais causas que podem levar à queda de cabelo?
A queda de cabelo costuma ser multifatorial, ou seja, vários fatores podem atuar juntos para intensificar a perda de fios. Entre eles estão alterações hormonais, predisposição genética, carências nutricionais, estresse e agressões químicas ou físicas.
Algumas das causas mais comuns relacionadas ao aumento da queda incluem:
🧬 Predisposição Genética
Inclui condições como a calvície androgenética, que pode afetar homens e mulheres e evolui de forma gradual.
⚖️ Alterações Hormonais
Disfunções da tireoide, mudanças nos níveis de andrógenos e o período pós-parto podem influenciar o ciclo dos fios.
🥗 Deficiências Nutricionais
Baixa de ferro, zinco, vitaminas do complexo B e vitamina D pode afetar o crescimento e a força dos cabelos.
😣 Estresse Físico ou Emocional
Cirurgias, infecções, dietas muito restritivas e tensão intensa podem desencadear queda temporária.
🛡️ Doenças Autoimunes e Medicamentos
Inclui quadros como alopecia areata e remédios cujo efeito adverso pode envolver queda capilar.
🔥 Agressões Externas
Uso de químicas fortes, calor excessivo e penteados muito apertados podem danificar os fios e o couro cabeludo.
Quando a queda de cabelo pode indicar doença?
A queda de cabelo torna-se suspeita quando é intensa, rápida, localizada ou vem acompanhada de outros sintomas no corpo. Nessas situações, o folículo piloso pode estar sendo afetado diretamente ou por alterações metabólicas, hormonais ou imunológicas.
Queda em tufos, falhas arredondadas, coceira intensa, descamação, vermelhidão, perda de pelos em outras áreas, cansaço exagerado e emagrecimento sem causa aparente são sinais que justificam avaliação médica para investigar doenças como problemas de tireoide, anemias, lúpus, alopecias cicatriciais e infecções fúngicas.
Como o médico identifica a causa da queda de cabelo?
Para entender a origem da perda capilar, o especialista combina entrevista clínica detalhada, exame do couro cabeludo e, quando necessário, exames laboratoriais e de imagem. O objetivo é diferenciar causas temporárias de quadros crônicos.
Histórico de medicações, cirurgias, dieta, doenças associadas, padrão de rarefação, inflamação, cicatrizes, níveis de ferro, vitaminas, hormônios e, em alguns casos, dermatoscopia ou biópsia do couro cabeludo ajudam a definir se se trata de eflúvio telógeno, alopecia androgenética ou outras alopecias inflamatórias.
Confira um vídeo do canal Olá, Ciência explicando as causas e como acabar com a queda da cabelo:
Cuidados diários que ajudam a proteger os fios?
Mesmo quando não há doença grave, uma rotina equilibrada favorece a saúde do couro cabeludo e reduz a fragilidade dos fios. Alimentação adequada e manuseio cuidadoso do cabelo fazem diferença ao longo do tempo.
- Manter dieta variada, rica em proteínas, ferro, vitaminas e minerais.
- Evitar dietas muito restritivas sem acompanhamento profissional.
- Reduzir químicas agressivas, espaçando colorações e alisamentos.
- Usar chapinha e secador em menor frequência e com temperatura moderada.
- Alternar penteados e não prender o cabelo com muita força por longos períodos.
- Observar mudanças persistentes e procurar avaliação especializada quando necessário.
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