Novo implante ocular aprovado na Europa pode devolver parte da visão a milhões de pessoas
O PRIMA é um pequeno implante ocular colocado cirurgicamente sob a retina que trabalha em conjunto com óculos equipados com uma câmera.
Um novo implante de retina acaba de receber autorização para uso na Europa e pode representar um avanço importante para pessoas que perderam a visão central por causa da degeneração macular relacionada à idade (DMRI).
Chamado PRIMA, o dispositivo promete restaurar parcialmente a capacidade de reconhecer rostos, ler letras e identificar imagens, oferecendo uma nova alternativa para pacientes com poucas opções de tratamento.
Como funciona o implante ocular PRIMA
O PRIMA é um pequeno implante ocular colocado cirurgicamente sob a retina.
Ele trabalha em conjunto com óculos equipados com uma câmera, responsável por captar as imagens e enviá-las ao implante por meio de luz infravermelha.
Sem necessidade de bateria interna, o sistema transforma a luz em energia para estimular as células da retina que ainda permanecem ativas.
Assim, cria um novo caminho para que o cérebro interprete as imagens, contornando os danos causados pela doença.
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“The PRIMA implant is an impressive achievement,” says Sunir Garg, MD on the PRIMA implant for patients with geographic atrophy. https://t.co/jgT2eJ7W7H
— Mid Atlantic Retina (@MidAtl_Retina) July 29, 2026
Quem pode se beneficiar dessa tecnologia?
O dispositivo foi desenvolvido para pacientes com atrofia geográfica, estágio avançado da degeneração macular relacionada à idade.
Essa doença provoca a perda gradual da visão central e afeta milhões de pessoas em todo o mundo.
Entre os principais impactos da condição estão:
Quem pode se beneficiar dessa tecnologia?
O implante foi desenvolvido para pessoas com perda da visão central causada pela degeneração macular avançada, oferecendo uma nova esperança para recuperar parte da independência no dia a dia.
Quais resultados foram observados nos testes?
Os estudos iniciais mostraram resultados considerados animadores. Cerca de 80% dos participantes apresentaram melhora da visão central após receber o implante ocular.
Os pesquisadores também relataram que muitos pacientes passaram de um quadro de cegueira funcional para um nível de visão suficiente para executar diversas tarefas do cotidiano.
Os efeitos colaterais registrados estiveram principalmente ligados ao procedimento cirúrgico e desapareceram em poucas semanas.

O que acontece após a cirurgia do implante ocular?
Depois da implantação, os pacientes passam por um período de adaptação para aprender a utilizar corretamente os óculos inteligentes que trabalham em conjunto com o dispositivo.
Esse processo inclui etapas importantes como:
- Ajuste do posicionamento da cabeça;
- Alinhamento correto das pupilas;
- Treinamento para interpretar as novas imagens;
- Acompanhamento médico durante a recuperação.
Quando esse implante ocular estará disponível?
O PRIMA recebeu a certificação CE, permitindo sua comercialização na União Europeia e também no Reino Unido. Os primeiros procedimentos comerciais devem começar inicialmente na Alemanha e no Reino Unido.
Enquanto isso, a tecnologia continua sendo avaliada em estudos maiores e também poderá ser testada futuramente para outras doenças da retina, como a doença de Stargardt.
Nos Estados Unidos, o dispositivo segue em processo regulatório junto à FDA.
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