Dormir até mais tarde nos fins de semana pode melhorar a saúde mental dessas pessoas
Os hábitos de sono na adolescência vêm sendo observados com mais atenção, especialmente pela relação com a saúde mental.
Os hábitos de sono na adolescência vêm sendo observados com mais atenção, especialmente pela relação com a saúde mental.
A rotina intensa de estudos, o uso de telas à noite e compromissos sociais reduzem as horas de descanso durante a semana, levantando a dúvida se dormir mais aos fins de semana pode compensar parcialmente o sono perdido e proteger o bem-estar emocional.
O sono de recuperação nos fins de semana ajuda a saúde mental?
O chamado sono de recuperação é o período extra de descanso no fim de semana para repor, em parte, o sono perdido de segunda a sexta.
Estudos com jovens de 16 a 24 anos indicam que quem consegue dormir um pouco mais aos sábados e domingos relata menor risco de sintomas compatíveis com depressão.
A relação entre sono e saúde mental é de mão dupla: a falta de sono favorece irritabilidade, desânimo e dificuldade de concentração, enquanto quadros depressivos podem causar insônia e horários irregulares de dormir.
Assim, estender moderadamente o sono nos dias de folga pode reduzir o déficit acumulado e amenizar o impacto sobre o humor.
Como funciona o sono de recuperação em adolescentes?
Na adolescência, há um atraso natural do ritmo circadiano, fazendo com que o sono chegue mais tarde, embora a escola exija acordar muito cedo.
Isso leva à redução crônica das horas de sono em dias úteis, mesmo quando o jovem tenta dormir mais cedo. O sono de recuperação costuma ser medido pela diferença entre o tempo médio de sono na semana e nos fins de semana.
Quando esse “extra” é de algumas horas, indica tentativa de compensar a privação, e estudos observacionais associam esse padrão a menor frequência de tristeza constante e desânimo diário.
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Quanta quantidade de sono é recomendada para adolescentes?
Organizações especializadas recomendam entre 8 e 10 horas de sono por noite para adolescentes e jovens adultos, visando memória, rendimento escolar e equilíbrio emocional.
Dormir menos que isso de forma contínua eleva o risco de dificuldades emocionais e problemas de atenção. Quando essa meta não é atingida durante a semana, alongar o sono no fim de semana pode servir como um “respiro” parcial, embora não substitua um padrão regular.
A privação crônica, mesmo parcialmente compensada, ainda se relaciona a prejuízos físicos e mentais.
Quais estratégias ajudam adolescentes a melhorar o sono?
Algumas mudanças simples na rotina podem favorecer um sono mais reparador e potencializar os benefícios do descanso de fim de semana, tornando a compensação menos necessária e mais equilibrada.
- Definir um horário relativamente fixo para ir para a cama.
- Reduzir o uso de telas 30 a 60 minutos antes de dormir.
- Evitar cafeína e energéticos no fim da tarde e à noite.
- Manter o ambiente escuro, silencioso e confortável.
- Dormir um pouco mais no fim de semana sem transformar o dia seguinte em uma virada.
O que essa relação entre sono e depressão indica para o futuro?
A ligação entre sono de fim de semana e sintomas depressivos tem reforçado debates sobre políticas públicas, como horários de aula mais tardios no ensino médio.
Ajustar a rotina escolar ao relógio biológico dos jovens poderia reduzir a privação de sono e, indiretamente, o risco de sofrimento emocional.
Monitorar o padrão de sono ajuda a identificar grupos mais vulneráveis a problemas de humor e a orientar intervenções precoces.
Nesse cenário, dormir um pouco mais aos fins de semana deixa de ser apenas um hábito comum e passa a ser visto como um possível componente de cuidado com a saúde mental dos adolescentes.
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