Como se proteger da onda de calor de forma correta
Veja o que realmente funciona para evitar desidratação, mal-estar e adaptar sua rotina com mais segurança
A onda de calor que atinge o Brasil em 2025 chama atenção pela duração e intensidade, com temperaturas muito altas, baixa umidade e noites quentes que dificultam o descanso, aumentam o risco de problemas de saúde e exigem planejamento prévio para a proteção contra o calor extremo, especialmente para grupos vulneráveis.
O que é uma onda de calor e qual a importância do alerta vermelho do Inmet?
O Inmet define onda de calor como um período em que as temperaturas ficam muito acima da média histórica por vários dias consecutivos. O alerta vermelho indica desvio intenso e persistente, com risco de impactos sobre a saúde, o fornecimento de energia, o abastecimento de água e a qualidade do ar.
Em 2025, partes das regiões Sudeste, Sul e Centro–Oeste enfrentam esse cenário de forma simultânea. Massas de ar seco e quente, pouca nebulosidade e ausência de chuva impedem o resfriamento noturno, elevando o desconforto térmico e facilitando quadros de desidratação, exaustão pelo calor e insolação.
Como se proteger corretamente da onda de calor no dia a dia?
A proteção envolve hidratação adequada, redução da exposição ao sol e ajustes na rotina. Especialistas em saúde pública recomendam cuidados com o corpo, adaptação dos ambientes e atenção aos horários críticos, principalmente entre 10h e 16h, quando a radiação solar é mais intensa.
Para manter o organismo equilibrado, é essencial beber água com frequência, priorizar roupas leves e investir em alimentação rica em líquidos, evitando excesso de álcool e cafeína. Algumas medidas práticas incluem:
Beber água com frequência
Consuma água mesmo sem sentir sede e prefira frutas ricas em água, como melancia e melão.
Evitar esforço no sol forte
Dê preferência a atividades físicas em horários mais frescos, evitando o pico de calor.
Usar roupas adequadas
Roupas claras, chapéus, bonés e óculos escuros ajudam a reduzir a carga térmica no corpo.
Quais são os principais riscos do calor extremo para a saúde?
O calor intenso pode causar desde mal-estar discreto até emergências médicas. Entre os problemas mais comuns estão desidratação, cãibras por calor, exaustão e golpe de calor, sendo este último potencialmente fatal se não houver atendimento rápido.
Sinais como boca seca, tontura, urina escura, cansaço intenso, náusea, confusão mental e desmaios exigem atenção. Diante de sintomas de exaustão, recomenda-se levar a pessoa a um local fresco, oferecer água em pequenos goles, afrouxar roupas e aplicar compressas frias; na suspeita de golpe de calor, o atendimento de urgência é prioritário.
Como adaptar casa e trabalho durante a onda de calor no Brasil?
Ambientes mais frescos reduzem o impacto do calor na rotina, especialmente em locais sem ar-condicionado. A combinação de ventilação adequada, sombreamento e uso racional de aparelhos que geram calor ajuda a manter a temperatura interna mais baixa.
É recomendável manter janelas fechadas nas horas mais quentes e abri-las no início da manhã e à noite, usar cortinas ou películas refletivas, posicionar ventiladores para expulsar o ar quente e evitar forno e ferro em horários de pico. Empresas podem flexibilizar horários, reforçar o acesso à água e garantir pausas a trabalhadores expostos ao sol.

Quem corre mais riscos e como apoiar os grupos vulneráveis?
Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com doenças cardiovasculares, respiratórias ou renais correm mais riscos, assim como pessoas em situação de rua e moradores de áreas pouco arborizadas. Esses grupos desidratam mais rápido e têm dificuldade em regular a temperatura corporal.
Entre as medidas de apoio estão oferecer água com frequência, armazenar medicamentos em locais frescos, criar redes de apoio entre vizinhos e familiares e utilizar abrigos temporários ou espaços climatizados oferecidos pelo poder público. A adaptação ao clima mais quente tende a se tornar parte da rotina, reforçando a importância de informação confiável e atenção aos avisos do Inmet.
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