Anvisa alerta para vidro encontrado em marca de molho de tomate
Veja se você está consumindo algum desses produtos sem saber
A segurança dos alimentos que chegam à mesa das famílias depende de uma cadeia de fiscalização que envolve empresas, órgãos reguladores nacionais e sistemas internacionais de alerta, como a Anvisa e o RASFF, que atuam em recolhimentos, bloqueios e suspensões de produtos com risco à saúde.
Qual o alerta de molho de tomate com vidro no Brasil?
Um caso recente envolveu o molho de tomate Passata de Pomodoro Di Puglia, da marca Mastromauro Granoro, lote LM283, apontado por conter pedaços de vidro. A partir de comunicado internacional, a Anvisa suspendeu a comercialização, distribuição, importação, divulgação e consumo desse lote específico.
Fragmentos de vidro em alimentos configuram risco físico grave, com potencial de causar cortes na boca, garganta e trato digestivo. O alerta foi originado no RASFF (Rapid Alert System for Food and Feed), sistema europeu que emite notificações rápidas sobre riscos relevantes em alimentos e rações.
Como funciona o RASFF e a cooperação com a Anvisa?
O Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações foi criado pela União Europeia para troca ágil de informações sobre riscos graves em alimentos, bebidas e rações. Quando um país identifica problema com possível impacto internacional, emite notificação aos demais membros e a parceiros comerciais, como o Brasil.
No Brasil, a Anvisa recebe o alerta, cruza dados com importadores, identifica lotes e pode determinar recolhimento ou bloqueio. Essa cooperação internacional agiliza decisões, reduz a exposição da população a alimentos perigosos e complementa o monitoramento interno feito por vigilâncias sanitárias estaduais e municipais.

Quais suplementos alimentares foram recolhidos pela Anvisa?
Além de alimentos, a Anvisa também fiscaliza suplementos que desrespeitam normas de composição, rotulagem e registro. Um exemplo é o Neovite Visão, da BL Indústria Ótica Ltda. (Bausch + Lomb), com lotes 25G073, S25C004, S25C003, S25C002 e S25G072 proibidos de fabricar, comercializar, importar, distribuir, divulgar e consumir.
Os produtos utilizavam Capsicum annuum L. como fonte de zeaxantina, ingrediente não autorizado para essa finalidade, e apresentavam teor de Caramelo IV acima do limite permitido. A empresa fez recolhimento voluntário, prática comum quando o próprio fabricante detecta irregularidades e busca corrigir o problema junto ao órgão regulador.
Como o consumidor pode acompanhar alertas e recolhimentos?
Para reduzir riscos, o consumidor pode adotar hábitos simples de verificação e busca ativa de informações em fontes oficiais. Essas ações ajudam a identificar rapidamente produtos alvo de recolhimento ou suspensão pela Anvisa.
Acompanhar comunicados da Anvisa
Consultar regularmente o portal da Anvisa e seus canais institucionais para alertas, interdições e recalls.
Conferir lote, validade e marca
Sempre que surgir notícia de recolhimento, verifique se o produto em casa está entre os citados.
Guardar a nota fiscal
O comprovante facilita troca, devolução e ressarcimento em casos de produtos irregulares.
Consultar o Diário Oficial
O Diário Oficial da União publica resoluções específicas sobre alimentos, cosméticos e suplementos.
Quais as irregularidades em suplementos da marca Ervas Brasil?
Suplementos da marca Ervas Brasil Indústria Ltda., como Vitamina C Sucupira com Unha de Gato Ervas Brasil e Suplemento Alimentar Colesterol Ervas Brasil, também foram alvo de proibição. As ações abrangeram fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo em todo o território nacional.
A empresa atuava sem Licença Sanitária e sem Alvará de Funcionamento, utilizava ingredientes não autorizados e fazia alegações terapêuticas sem comprovação científica. Essas práticas podem levar o consumidor a acreditar, de forma indevida, que o produto previne ou trata doenças.
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