Para garantir a liberdade, Léo Lins deveria parar de contar piada e entrar para o Comando Vermelho

27.09.2026

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Para garantir a liberdade, Léo Lins deveria parar de contar piada e entrar para o Comando Vermelho
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Madeleine Lacsko
4 minutos de leitura 03.06.2025 20:29 comentários
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Para garantir a liberdade, Léo Lins deveria parar de contar piada e entrar para o Comando Vermelho

E o que está prestes a acontecer é ainda mais grave. Amanhã há um julgamento no STF que pode dar mais poder de censura para esse mesmo Judiciário

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Madeleine Lacsko
4 minutos de leitura 03.06.2025 20:29 comentários 4
Para garantir a liberdade, Léo Lins deveria parar de contar piada e entrar para o Comando Vermelho
Arte: O Antagonista.

O Brasil virou uma piada de gosto duvidoso. No mesmo dia em que Léo Lins foi condenado a oito anos de prisão e R$ 300 mil de multa por piadas, o funkeiro MC Poze do Rodo, que se declarou do Comando Vermelho, foi solto. Não é só contradição. É retrato fiel de uma elite estatal que parece viver encastelada num teatro de justiça social que mais humilha do que protege.

Existe uma mentalidade recorrente em parte da esquerda e de parte da elite concurseira brasileira que transforma qualquer criminoso em vítima. Uma condescendência no nível de caricatura. O delinquente é tratado como alguém que “não teve escolha”, como se ser pobre fosse atestado de incapacidade moral. E assim, figuras como Poze do Rodo ganham ares de representante cultural das favelas, mesmo quando são filmadas em eventos cercados de traficantes armados, fazem apologia ao crime no palco e admitem, em audiência, a filiação a uma facção criminosa. Isso sem falar das acusações de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho, tortura e cárcere privado.

Não é uma questão de gosto musical. É uma questão de crime mesmo. Há suspeitas de que shows assim sejam utilizados para lavar dinheiro. E mesmo assim, não faltou quem corresse em defesa do cantor. Deputados, militantes e até parte da imprensa relativizaram os fatos em nome de uma suposta “cultura de favela”, como se o povo pobre se visse representado por criminosos armados. É uma visão preconceituosa, elitista, e muito mais violenta do que qualquer comentário feito por um humorista em um palco.

Enquanto isso, Léo Lins, que faz piada, vira alvo de um processo conduzido com tamanho despreparo que causa constrangimento. A sentença confunde opinião com crime, ignora o contexto de liberdade artística e se baseia em uma alegada proteção a “grupos minorizados” que não apresentou nenhuma vítima real.

O Comando Vermelho queima vivas pessoas que denunciam seus crimes. Ontem, aliás, se completaram 23 anos da morte do jornalista Tim Lopes. Ele foi queimado vivo por Elias Maluco quando apurava a exploração sexual de menores nos bailes funk da facção. O criminoso é idolatrado até hoje pelos rappers protegidos como crianças indefesas pela casta dos justiceiros sociais.

No caso do Léo Lins, há quem não goste das piadas. Gosto não se discute. Mas a questão aqui não é gostar, é dizer que as piadas dele incitam crimes. O show foi em 2022, cabe uma verificação de realidade. Qual foi o crime cometido porque o show dele incitou alguém? Qual a consequência real das piadas? Nenhuma. Mas para parte da burocracia estatal, a pose de justiceiro social vale mais do que qualquer parâmetro jurídico.

Não há proporcionalidade. Não há racionalidade. Há só um desejo de exibição moral. O tipo de postura que pretende “educar” o povo à força, punindo os incorretos e premiando os “representantes simbólicos” de causas que, na prática, servem de escudo para o descontrole.

O Judiciário brasileiro precisa entender que o povo vê. Vê que não se combate o crime onde ele realmente está: nas ruas, nos morros, nos bastidores do poder. Estão combatendo moinhos de vento, dramatizando e inventando crimes em cima do palco, de microfone em punho, ou em vídeos de humor que incomodam por desafiar a patrulha do politicamente correto.

E o que está prestes a acontecer é ainda mais grave. Amanhã há um julgamento no STF que pode dar mais poder de censura para esse mesmo Judiciário. Promotores e juízes que já não demonstram compreender a diferença entre crime e crítica – ou mesmo entre piada e doutrinação – poderão decidir o que pode ou não ser dito. O que não entenderem, vão proibir. O que não gostarem, vão censurar. O que não controlarem, vão destruir. O que resta ao Léo Lins, como disse o comediante Maurício Meirelles, é deixar de contar piada e entrar para o Comando Vermelho. Parece ser o único jeito de gar

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Madeleine Lacsko

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Comentários (4)

Glecy Bragazzi Borja

07.06.2025 17:15

Madá, você lavou a minha alma com seu comentário. Amei!!!


Luiz Filipe Ribeiro Coelho

04.06.2025 22:50

Excelente texto.


Denise Pereira da Silva

04.06.2025 10:29

Infelizmente, o belo texto de Madeleine Lacsko veio cortado para mim. Foi interrompido no final do 9° parágrafo. Mas, compactuo da indignação de Madá sobre o rumo que o autoritarismo judicial está tomando neste país. Força, Leo Lins! Com a mobilização e a força da opinião pública, sua sentença será revertida na 2ª instância.


Fabio B

04.06.2025 08:44

É praticamente isso, basta fazer apologia ou entrar em alguma facção criminosa, ou até mesmo simplesmente fazer o L.


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