Opinião
Opinião
Bolsonaro e o liberalismo do medo
Judith Shklar (não me peça para pronunciar o sobrenome) precisou de menos de trinta páginas, divididas entre dois ensaios, para deixar sua marca na história do pensamento político. O primeiro ensaio, de doze páginas, chama-se "A Crueldade Antes de Tudo" ("Putting Cruelty First"). O segundo, de dezessete, "O Liberalismo do Medo" ("The Liberalism of Fear"). Shklar morreu em 1992, aos 63 anos. Há um revival em torno dela. Eu, que jamais havia lido uma linha da sua obra, fui dar uma espiada e achei seus dois textos célebres extraordinariamente úteis para o momento atual...
União costura apoio a Bolsonaro via Centrão, com Podemos, com tudo
Rebole aí, terceira via
Sigilo de cem anos: inconstitucional e irregular
Mais um prego no caixão da Terceira Via
Piratas do Caribe em Harvard
Com o fim da Terceira Via, aquela que foi sem nunca ter sido, por obra e graça dos suspeitos de sempre, e a leve recuperação de Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais, ganhou força a tentativa de fantasiar Lula e o PT de democratas empedernidos, em oposição a um tiranete de extrema-direita, que passou o mandato inteiro tentando minar as instituições democráticas e não aceitará o resultado das eleições de outubro, caso venha a perder nas urnas...
Macron é o favorito, mas o segundo turno não será fácil
A vitória de Emmanuel Macron (foto) no primeiro turno das eleições presidenciais da França, por uma diferença de cinco pontos percentuais sobre Marine Le Pen, a candidata de extrema-direita apoiada por Vladimir Putin, faz a Europa respirar aliviada. A vantagem deve-se em grande parte à mais alta abstenção desde 2002. Um em cada quatro eleitores franceses não votou. Ao que tudo indica, a abstenção prejudicou tanto Marine Le Pen quanto Jean-Luc Mélenchon, de extrema-esquerda, que chegou em terceiro lugar...
Bolsonaro entregou o MEC às saúvas
Os dois senadores do Podemos, Oriovisto Guimarães (foto) e Styvenson Valentim, retiraram suas assinaturas do requerimento de instauração da CPI do MEC e, com isso, a comissão deixou de ter o apoio necessário para sair do papel. Diogo Mainardi já registrou a ironia: o Podemos foi o partido que defenestrou Sergio Moro dias atrás. Meu assunto é outro. Valentim, que estufa o peito para falar sobre seu envolvimento nos temas da Educação, não se dignou a explicar o motivo de retroceder. Guimarães disse que acha importante que haja investigação "técnica", por parte do Ministério Público e da Polícia Federal, mas não quer que a CPI se transforme em palanque político em ano eleitoral. Isso é conversa furada...
O TSE não traz segurança jurídica às eleições
No último dia 26 de março, o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo proferiu decisão censória contra os artistas que se manifestavam no festival Lollapalooza. Logo voltou atrás, reconheceu o equívoco, derrubou a censura e arquivou o caso. Quando está em jogo a liberdade de expressão, tema certamente dos mais sensíveis nas próximas eleições, o erro de um ministro do TSE, logo de saída, coloca em xeque se teremos segurança...
Marine Le Pen pode ser eleita presidente da França?
Melhor não
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A estreia de Marçal na pesquisa Nexus
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