Opinião
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Alexandre de Moraes diz que a censura não foi censura. Mas ela foi dupla
O ministro Alexandre de Moraes, entrevistado por Natuza Nery em evento promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, foi indagado pela repórter sobre a decisão de ter tirado do ar, em abril do ano passado, a reportagem da Crusoé que trazia o email de Marcelo Odebrecht no qual o empreiteiro se referia a Dias Toffoli como "o amigo do amigo do meu pai". O email estava entranhado na investigação oficial sobre o propinoduto da Odebrecht. Diante do escândalo geral, o ministro voltou atrás na decisão. Na sua resposta, Alexandre de Moraes repetiu a cantilena de que não foi censura: "A Constituição não proíbe a retirada de matérias, se ela for mentirosa. O que ela não permite é a censura prévia"...
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Bolsonaro e o mensalão da imprensa
A verdadeira reforma do Judiciário seria uma autofaxina
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A saída de Dallagnol mostra que a Lava Jato é mais um monumento abandonado no Brasil
A Lava Jato perdeu os seus dois maiores símbolos: Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Ambos sofreram e sofrem uma campanha de perseguição odiosa e bem articulada. Ela começou no Partido dos Trabalhadores e ganhou adeptos no Supremo Tribunal Federal, depois que tubarões de PSDB e PMDB entraram na linha de tiro. Encorpou-se com advogados de réus, todos com bom trânsito na imprensa, e encontrou uma grande caixa de ressonância no jornais que divulgaram mensagens roubadas por hackers estelionatários. A campanha de perseguição acabou agregando a extrema direita, após Moro ter saído atirando do Ministério da Justiça...
O Rio de Janeiro é um retrato do próprio Rio de Janeiro
O afastamento de Wilson Witzel do governo do Rio de Janeiro, determinado pelo Superior Tribunal de Justiça, permite tirar conclusões menos ou mais gerais. A primeira é que talvez fosse recomendável, no plano nacional, não votar ou colocar em cargos importantes homens cujas mulheres são advogadas. Witzel é suspeito -- na verdade, suspeitíssimo -- de usar o escritório de sua mulher, Helena, para receber propinas de empresas que faturaram com a pandemia...
O presidencialismo está envenenado pela reeleição
O editorialista do Estadão está afiado no seu comentário a uma fala de Ricardo Barros, homem reto, vertical, líder do governo da nova política na Câmara, à Rádio Eldorado. Ele disse que a troca de apoio por cargos na administração é coisa natural, porque "é assim que funciona o Brasil". Funcionaria assim porque, segundo Barros, homem reto, vertical, o país adotou o presidencialismo de coalizão. E, nesse sistema, os partidos “que vão permitir ao governo aprovar matérias que ele prometeu na campanha” devem ter “elementos”...
O STF precisa conter a escalada de Alexandre de Moraes contra a liberdade de expressão
A escalada do ministro Alexandre de Moraes contra a liberdade de expressão precisa ser contida pelo STF, antes que seja tarde demais. Este site está em posição tranquila para fazer o alerta, por ter sido censurado por Moraes no âmbito do mesmo inquérito que ele agora usa como bunker para fustigar blogueiros e ativistas bolsonaristas -- os mesmos que costumam nos difamar e caluniar, visando a destruir O Antagonista. Apanhamos dos dois lados...
A Europa dos 750 bilhões de euros é um pesadelo para a direita soberanista
O doutor da recém-falecida (e ressuscitada) cloroquina
Gilmar toma decisão sobre Moro apesar de regra criada por Fachin
TSE indefere candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
Toffoli manda recado antes da eleição
Lula lidera primeiros boletins das eleições no exterior
Deltan recorre a Fachin para impedir que STF anule votação no PR
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