Jerônimo Teixeira na Crusoé: As irrelevâncias de Eduardo Bolsonaro
O que uma paisagem feia e uma citação de Shakespeare revelam sobre o deputado exilado que apoia o tarifaço trompista
É um prodígio, o filho Zero Três. Eduardo Bolsonaro é o mais incansável deputado licenciado que o Brasil já teve.
Basta ver o que ele tem feito nas últimas semanas: publicou textão anunciando a libertação do Brasil no X, criticou o governador Tarcísio de Freitas, concedeu entrevista à Folha de S. Paulo falando mal de Tarcísio, pediu que Donald Trump enquadre Alexandre de Moraes na lei Magnitsky, chamou Tarcísio de covarde, convidou os empresários brasileiros a mudar seus negócios para os Estados Unidos para evitar o tarifaço de Trump, acusou Tarcísio de ser subserviente às elites.
Não acaba aí. No momento em que escrevo, o lance mais recente de Eduardo foi ter feito as pazes com Tarcísio.
Não consigo acompanhar azáfama do deputado nas redes. É tanta live que dá até vertigem.
Nos episódios que acompanhei, Eduardo Bolsonaro parece imbuído de uma missão profética. Há um senso de urgência absoluto em tudo que ele diz e faz.
Parece até que ele está indo tirar o pai da forca. Ou, se não tanto, da prisão
Justificando o tarifaço
Foi assim, urgente, dramático, o primeiro vídeo em que Eduardo falou sobre a carta em que Trump anunciava as tarifas sobre produtos brasileiros. Eduardo leu, na tela do celular, um texto escrito em conjunto com Paulo Figueiredo.
Conclusão a que os dois exilados chegaram: Trump está certo em impor uma taxa de 50% sobre as importações brasileiras.
Não era esse o objetivo de Eduardo quando deixou a Câmara para fazer lobby nos Estados Unidos.
Antes de tudo, ele desejava que o governo Trump impusesse sanções individuais contra o algoz do bolsonarismo, Alexandre de Moraes.
Os fatos impuseram uma correção de rota, explicou Eduardo no vídeo. Trump, líder infalível, concluiu que não bastava bater no Xandão…
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Comentários (1)
Ita
19.07.2025 11:03É um bos**n*a. Tem que ficar fritando hamburger nos EEUU.