Crusoé: As hipérboles histéricas da dupla Musk & Moraes Crusoé: As hipérboles histéricas da dupla Musk & Moraes
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Jerônimo Teixeira na Crusoé: As hipérboles histéricas da dupla Musk & Moraes

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Redação O Antagonista
2 minutos de leitura 12.04.2024 15:49 comentários
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Jerônimo Teixeira na Crusoé: As hipérboles histéricas da dupla Musk & Moraes

Entre fantasias paranoides sobre a ditadura do judiciário e sobre a ameaça do X à soberania nacional, o debate público brasileiro chega a mais um ponto baixo

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Jerônimo Teixeira na Crusoé: As hipérboles histéricas da dupla Musk & Moraes
Foto: Alberto Ruy/Secom/TSE

Atravessamos dias hiperbólicos. Vivemos tempos de histeria. O debate público está sob o império da hipérbole histérica.

Não quero desmerecer a hipérbole por si mesma. Pode existir arte no exagero – mas só quando o exagero se sabe exagerado. Eis aqui o apaixonado Romeu falando de Julieta, na tradução de José Francisco Botelho: “O fulgor desse rosto ofuscaria/ as estrelas do céu, como o Sol pleno/ ofusca um lampião”. O jovem Montéquio sabe que a bela face de sua amada Capuleto não produz luz própria. O fulgor de que ele fala é obviamente figurativo. Trata-se de uma hipérbole erótica.

A hipérbole histérica, ao contrário, não admite que é um exagero. Os militantes histéricos que a propagam acreditam fervorosamente que ela é uma descrição acurada da realidade. Um exemplo que anda na ordem do dia é o emprego abusivo da palavra “genocídio”. Já se falou muito em um genocídio de jovens negros no Brasil, e hoje se discute o suposto genocídio dos palestinos na ofensiva israelense em Gaza. Sim, os negros estão desproporcionalmente representados nas estatísticas da violência no Brasil – são 77% das vítimas de homicídio, segundo o Atlas da Violência, e 83% das vítimas de intervenções policiais, segundo o último Anuário Brasileiro de Segurança Pública –, mas isso não é resultado de um esforço sistemático para exterminar os negros brasileiros. Sobre a situação em Gaza, cabe dizer que o recente assassinato de sete agentes da ONG World Trade Kitchen (WTC) não pode ser considerado uma dessas coisas que “acontecem na guerra” (tal foi o eufemismo indecente com que Netanyahu explicou o caso), e que há evidências de outros tantos crimes humanitários. Mas, de novo, não se verifica um projeto de extermínio dos palestinos. Nos dois casos, a gritaria em torno do genocídio abafa a crítica consistente – e não salva uma só vida negra ou palestina.

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