Caso Poze do Rodo desnuda uma esquerda que não tem empatia por vítimas do crime organizado
Crime organizado, corrupção, economia estagnada, desemprego e endividamento não aparecem nos discursos
Lula quer se reeleger. Mas, para isso, vai precisar mesmo censurar redes sociais e quebrar o país distribuindo auxílio até pra cachorro. Só assim para compensar os apoiadores que correm para defender qualquer criminoso e são incapazes de empatia com vítimas do crime organizado.
O caso de MC Poze do Rodo é um exemplo. O cantor foi preso com base em sua relação com o Comando Vermelho, e confirmou na audiência de custódia que é mesmo da facção. Não se trata de perseguição cultural. Trata-se de crime.
Mas o que a militância fez? Fingiu que era um preso político. Deputada do PSOL, Thalíria Petrone, disse que ele foi preso “por representar a cultura da favela”. É mentira. Ele foi preso por vínculos com o crime. Por fazer shows somente na área do Comando Vermelho, ter “seguranças” da facção armados com armamento ilegal de grosso calibre. Por, segundo investigações, ser suspeito de participar de esquema de lavagem de dinheiro da facção.
A esquerda não se constrange. Passa o dia todo querendo censurar redes sociais para acabar com o discurso de ódio. Mas não vê problema em letras misóginas e glorificação do recrutamento de crianças pelo crime organizado. Problema, segundo eles, é não reconhecer isso como “expressão popular”. A linha de defesa é tão nojenta quanto elitista: dizer que isso é “cultura da favela” é chamar favelado de bandido.
As letras falam de recrutamento de menor, de submissão de mulheres, de violência contra inocentes. E é isso que uma deputada federal está chamando de cultura popular? Quem mora em favela quer ver o filho no crime? Quer ver ônibus queimado, criança armada, família destruída? O povo pobre do Brasil é infinitamente mais honesto do que grande parte da elite política que diz representá-lo.
Enquanto isso, o governo e seus aliados seguem sem apresentar qualquer solução real para os problemas do país. Crime organizado, corrupção, economia estagnada, desemprego e endividamento não aparecem nos discursos. Mas a defesa de bandido, de misoginia e de ilegalidade está sempre na ponta da língua.
O que vimos nesse episódio é mais um retrato da falência moral de parte da esquerda brasileira. Uma esquerda que perdeu o senso de responsabilidade e não tem empatia alguma pelas verdadeiras vítimas do crime: os pobres, os trabalhadores, os que vivem com medo do poder paralelo nas comunidades. Isso não é só covardia. É imperdoável.
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Comentários (3)
Marcilio Monteiro De Souza
06.06.2025 11:41Quem defende bandido é bandido tanto quanto. Simples assim!
Amaury G Feitosa
03.06.2025 09:35Quadrilhas aliadas apenas isto ...
Luiz Claudio Rezende
03.06.2025 07:20Parabéns pela colocação, pobre é muito mais honesto que a elite política.