Alexandre Borges na Crusoé: Censura extrema
Como a cultura do cancelamento e a ideia de que “palavras são violência” corroem o debate público e a democracia
O assassinato de um debatedor em um campus universitário ocidental, simbolicamente com um tiro na garganta, deveria ser impensável. Não mais.
Charlie Kirk, 31, participava, como fazia há anos, de uma conversa aberta com estudantes em Utah na quarta, 10, quando foi alvejado por um disparo que fez seu sangue jorrar, lembrando atentados que tiraram a vida de ícones americanos como John Kennedy e Martin Luther King Jr.
Em poucos minutos, parte da imprensa americana tentou emplacar, de maneira irresponsável, a versão de que era uma “violência de direita” por ele ter sido vítima de uma arma e ter uma “retórica inflamada”.
O apresentador Jimmy Kimmel foi suspenso recentemente por tentar espalhar a falsa narrativa.
O autor do atentado terrorista, Tyler Robinson, 22, era um radical de esquerda que tinha um relacionamento amoroso com um homem em processo de “transição de gênero”.
Família e amigos do criminoso relataram que ele adotou posições extremistas na faculdade e em comunidades online.
Segundo a promotoria, ele assumiu em mensagens ao parceiro trans que havia decidido matar Charlie Kirk: “Tive o bastante do ódio dele. Há um ódio não pode ser negociado”.
Nas balas usadas no crime, ele deixou inscrições que servem como um manifesto: “Ei, fascista! Toma!” e “Bella Ciao”, hino histórico dos grupos de extrema-esquerda que se autodenominam “antifascistas”.
Outras frases gravadas, como “Se você leu isso, é gay, risos” e “Nota o volume, OWO, o que é isso?”, remetiam ao universo de comunidades digitais e jogos, sinalizando a convivência de piadas internas com propaganda ideológica.
Para investigadores, não se tratava apenas de ironia, mas de prova material de motivação política, reforçada pelo relato da mãe de Robinson de que ele estava obcecado por pautas transativistas e de extrema-esquerda.
O radicalismo em números
Diversas pesquisas realizadas após o assassinato de Charlie Kirk mostraram o real tamanho do problema, que está longe de ser um ato isolado. Há causas que vão além do desequilíbrio mental do atirador.
Uma pesquisa YouGov, feita imediatamente após o crime, revelou que…
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