Zelensky rejeita proposta de Trump sobre exploração de minerais
Presidente da Ucrânia descartou proposta inicial dos EUA por não oferecer garantias de segurança na luta contra a Rússia
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (foto), rejeitou uma proposta do governo Donald Trump que visava garantir aos Estados Unidos o direito de explorar 50% dos recursos minerais da Ucrânia, incluindo grafite, lítio e urânio, em troca do apoio contínuo de Washington.
A oferta foi apresentada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em Kiev.
A proposta, que também incluía outros recursos naturais, como petróleo e gás, foi considerada por Zelensky inadequada, pois não oferecia garantias de segurança para a Ucrânia em sua luta contra a Rússia.
Zelensky declarou em Munique, onde participava da Conferência de Segurança, que não aceitou a oferta porque ela não vinculava o acesso aos minerais à segurança do país.
“Não vejo essa conexão no documento. Para mim, o acordo não está pronto para nos proteger, para proteger nossos interesses”, afirmou o presidente ucraniano.
A proposta sugeria que os Estados Unidos tivessem prioridade na compra de exportações minerais da Ucrânia e direito sobre os lucros da exploração desses recursos, com uma parte sendo reinvestida na reconstrução do país após a guerra. A ausência de garantias de segurança foi a principal objeção de Kiev.
Zelensky e outros altos funcionários ucranianos disseram que a proposta foi vista por alguns como uma tentativa de exploração colonial. A proposta também não levou em consideração como os recursos seriam protegidos em caso de novas agressões russas.
O governo ucraniano prepara uma contraproposta, que ainda está sendo discutida.
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Trump dá as costas para Ucrânia
Em coletiva de imprensa na quarta-feira, 12, Trump demonstrou compreensão pela Rússia e, ao mesmo tempo, teve dificuldade de encontrar uma palavra amigável para a Ucrânia.
Trump disse aos defensores do país invadido que seria melhor nunca terem lutado:
“Não foi uma boa ideia eles lutarem nessa guerra”, disse. O presidente americano classificou a adesão de Kiev à Otan como “impraticável” e também descartou a reconquista de territórios ocupados.
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