Zelensky agradece apoio de líderes europeus
Encontro entre Trump e Putin no Alasca aumenta receio em Kiev de acordo sem participação ucraniana
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky (foto), agradeceu neste domingo, 10, a líderes europeus pelo apoio à participação de Kiev nas negociações sobre o fim da guerra.
A reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Rússia, Vladimir Putin, marcada para a próxima sexta-feira, no Alasca, gerou receios em Kiev de que os termos para encerrar o conflito possam ser definidos sem a presença ucraniana.
Zelensky publicou em sua conta no X a seguinte mensagem:
“O fim da guerra deve ser justo, e sou grato a todos que hoje estão ao lado da Ucrânia e do nosso povo em nome da paz na Ucrânia, que defende os interesses vitais de segurança das nossas nações europeias.
A Ucrânia valoriza e apoia plenamente a declaração do presidente Macron, da primeira-ministra Meloni, do chanceler Merz, do primeiro-ministro Tusk, do primeiro-ministro Starmer, da presidente Ursula von der Leyen e do presidente Stubb sobre a paz para a Ucrânia.”
Trump anunciou a realização da reunião bilateral com Putin após semanas ameaçando novas sanções contra a Rússia por não interromper os ataques. Apesar de um funcionário da Casa Branca ter dito que Trump estaria aberto à presença de Zelensky, os preparativos se concentram no encontro apenas com o líder russo.
Europa reforça apoio à Ucrânia
No sábado, líderes da França, Itália, Alemanha, Polônia, Reino Unido, Finlândia e a Comissão Europeia emitiram um comunicado conjunto reafirmando que “o caminho para a paz não pode ser decidido sem a Ucrânia”.
O documento trata da necessidade de garantias de segurança para que Kiev defenda sua soberania e integridade territorial.
Segundo a declaração, assinada por Emmanuel Macron, Giorgia Meloni, Friedrich Merz, Donald Tusk, Keir Starmer, Alexander Stubb e Ursula von der Leyen, o apoio militar e financeiro à Ucrânia e as sanções contra a Rússia devem ser mantidos para garantir o fim do conflito.
Leia também: Ucrânia não pode ser excluída das negociações, diz Macron
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Comentários (2)
NIEMEYER FRANCO
10.08.2025 12:34Não demora, Trump vai pedir uma reunião com a direita brasileira pra decidir em definitivo, como se apossar do Brasil. Avisem lá. O Brasil tem dono, Estados Unidos chegando atrasados.
Antonio Carlos
10.08.2025 12:03Trump ariano quer repetir pacto de aço entre Hitler e Stalin. Retalhar Ucrânia como Polônia em 1939.