Europa reforça apoio à Ucrânia e rejeita acordo sem Kiev
Em comunicado conjunto, líderes europeus afirmam que apoio militar e financeiro à Ucrânia continuará
Os líderes da França, Itália, Alemanha, Polônia, Reino Unido, Finlândia e da Comissão Europeia emitiram neste sábado, 9, uma declaração conjunta reforçando que as negociações para o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia não podem ocorrer sem a participação de Kiev.
O comunicado foi divulgado em resposta ao anúncio da reunião entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Rússia, Vladimir Putin, marcada para a próxima sexta-feira, 15, no Alasca, sem a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Assinado por Emmanuel Macron (França), Alexander Stubb (Finlândia), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia), Giorgia Meloni (Itália), Friedrich Merz (Alemanha), Donald Tusk (Polônia) e Keir Starmer (Reino Unido), o documento defende o apoio contínuo à Ucrânia e a manutenção da pressão sobre Moscou para que o conflito seja encerrado.
O texto afirma: “Compartilhamos a convicção de que uma solução diplomática deve proteger os interesses vitais de segurança da Ucrânia e da Europa. Concordamos que os interesses vitais incluem a necessidade de garantias de segurança robustas e factíveis que permitam à Ucrânia defender efetivamente sua soberania e integridade territorial.”
Como mostramos, Zelensky criticou a reunião bilateral entre Trump e Putin e afirmou que o encontro está “muito longe desta guerra que assola nossa terra, é contra nosso povo e que, de qualquer forma, não pode terminar sem nós.”
Ele rejeitou também a possibilidade de ceder territórios à Rússia, posição reafirmada pelo comunicado europeu.
Exclusão de Kiev e pressão diplomática
O comunicado conjunto dos líderes europeus afirma que “a Ucrânia tem liberdade de escolha sobre seu próprio destino” e que “negociações significativas só podem ocorrer no contexto de um cessar-fogo ou redução das hostilidades”.
Diz ainda que “o caminho para a paz na Ucrânia não pode ser decidido sem a Ucrânia” e que “permanecemos comprometidos com o princípio de que as fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força”.
Os líderes europeus afirmam que o apoio militar e financeiro à Ucrânia continuará por meio da “coalizão dos dispostos”, assim como as sanções contra a Rússia.
“Estamos unidos como europeus e determinados a promover conjuntamente nossos interesses. Continuaremos a cooperar estreitamente com o presidente Trump e com os Estados Unidos, e com o presidente Zelenski e o povo da Ucrânia, por uma paz na Ucrânia que proteja nossos interesses vitais de segurança.”
Trump disposto a incluir Zelensky
Um funcionário da Casa Branca afirmou que Trump está disposto a realizar uma reunião trilateral, incluindo Zelensky, mas, por enquanto, o encontro seguirá como uma cúpula bilateral entre Trump e Putin, conforme solicitado inicialmente pelo líder russo.
Zelensky advertiu que qualquer acordo sem a participação de Kiev será “decisão morta”.
Ele criticou a ideia de “trocas de territórios” entre Moscou e Kiev, proposta levantada por Trump, dizendo:
“Não vamos recompensar a Rússia pelo que ela cometeu. Decisões contra a Ucrânia são também decisões contra a paz.”
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Comentários (2)
Ita
10.08.2025 11:06Simples: se Putin conseguir vencer essa guerra e ter tudo o que ele quer nós estaremos voltando a uma era de barbárie onde o mais forte sempre subjugará o vizinho mais fraco. E a civilização, onde vai parar?????
Clayton De Souza pontes
10.08.2025 08:48A Ucrânia deve ser apoiada e o Putin não pode ser recompensado pelas atrocidades que vem cometendo