Um planeta a apenas 25 anos-luz da Terra acaba de se tornar um dos candidatos mais promissores à habitabilidade após novas estimativas indicarem que ele pode ser um mundo rochoso
Entre os inúmeros mundos descobertos além do Sistema Solar, um planeta a apenas 25 anos-luz tem chamado atenção especial
Entre os inúmeros mundos descobertos além do Sistema Solar, um planeta a apenas 25 anos-luz tem chamado atenção especial.
Orbitando na zona habitável de uma anã-vermelha, ele reúne características que o tornam um dos candidatos mais promissores na busca por mundos potencialmente semelhantes à Terra.
O que torna Gliese 3378 b um exoplaneta tão interessante?
Gliese 3378 b orbita a estrela anã-vermelha Gliese 3378, situada no céu boreal, a cerca de 25 anos-luz. Em escala galáctica, isso o coloca na “vizinhança” solar, facilitando observações detalhadas com instrumentos atuais e futuros.
O planeta completa uma órbita em cerca de 21,45 dias. Apesar da órbita curta, a baixa luminosidade da estrela faz com que ele receba algo em torno de 90% da energia que a Terra recebe do Sol, mantendo-se na chamada zona habitável.
🇺🇸 🪐 Descubren super Tierra habitable a 25 años luz
— ULTIMAHORAENX (@ULTIMAHORAENX) July 3, 2026
Datos revisados elevan sus posibilidades de albergar agua líquida cerca de nosotros
Astrónomos revisaron observaciones de GJ 3378 b y establecieron una masa de 2.3 veces la de la Tierra. El planeta completa una órbita cada 21… pic.twitter.com/zQWNKmZSS0
Por que Gliese 3378 b é classificado como uma super Terra?
Gliese 3378 b é considerado uma super-Terra por ter massa maior que a da Terra, porém bem menor que a de Netuno. Novas medições sugerem aproximadamente 2,3 massas terrestres, valor muito abaixo da estimativa inicial de cerca de 5,3.
Esse ajuste é crucial: abaixo de cerca de cinco massas terrestres, os exoplanetas tendem a ser rochosos, não mini-Netunos gasosos. Assim, Gliese 3378 b passou a ser visto como um candidato mais forte a planeta sólido, potencialmente com superfície estável.
Por que a massa e o raio de Gliese 3378 b são tão importantes?
A massa foi refinada pelo método de velocidade radial, que mede o “balanço” da estrela causado pela gravidade do planeta. Instrumentos de alta precisão na América do Norte permitiram reduzir a incerteza e revisar o valor para baixo.
Contudo, só a massa não basta para confirmar se o planeta é rochoso. É fundamental medir também o raio, por meio de trânsitos, para calcular a densidade. No caso de Gliese 3378 b, o trânsito ainda não foi detectado de forma conclusiva, mantendo a análise em caráter estatístico.
Gliese 3378 b pode realmente ser habitável?
Estar na zona habitável significa apenas que a temperatura pode permitir água líquida, se houver atmosfera adequada. Em Gliese 3378 b, a principal incerteza é justamente a presença, a composição e a estabilidade dessa atmosfera ao longo de bilhões de anos.
As anãs-vermelhas podem ser muito ativas, erodindo atmosferas em órbitas próximas. Isso coloca o planeta perto da chamada “linha costeira cósmica”, fronteira teórica entre mundos que conseguem reter ar e aqueles que o perdem gradualmente, como ocorreu com Marte.

Por que Gliese 3378 b é tão valioso para a pesquisa astronômica?
A curta distância até Gliese 3378 b torna o sistema um laboratório ideal para estudar super-Terras em torno de anãs-vermelhas, que representam cerca de 70% das estrelas da galáxia. Próximos estudos devem focar em três frentes principais.
Essas linhas de investigação ajudarão a avaliar a composição, a atmosfera e o ambiente de radiação do planeta, orientando prioridades de observação:
Determinar o raio e a densidade, para confirmar se o mundo é realmente rochoso.
Buscar sinais de atmosfera por espectroscopia, identificando possíveis gases presentes.
Monitorar a atividade da estrela Gliese 3378 e o impacto de sua radiação no planeta.
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