Um ex-soldado pensou ter encontrado apenas mais uma moeda num campo, mas retirou da terra um anel romano de ouro com 1.700 anos, localizou outras 297 peças e usou o dinheiro para quitar a casa
A descoberta começou com moedas espalhadas pelo arado, passou por uma longa disputa de pagamento e terminou incorporada a uma coleção pública.
Um anel romano de ouro de 48 gramas surgiu onde um detectorista esperava encontrar apenas outra moeda antiga. A peça foi retirada da terra por Kevin Minto perto de Ilminster, na Inglaterra, e integrou um tesouro adquirido por £ 78.010 após anos de buscas.
Quem encontrou o anel romano de ouro?
O responsável foi Kevin Minto, ex-soldado e caminhoneiro que adotou a detecção de metais para manter a atividade física. Ele havia localizado moedas romanas naquele campo em 2017 e retornou com autorização do proprietário.
Em 2018, durante um encontro de detecção para veteranos militares, algo brilhou no solo. Minto pensou em uma moeda, depois em um broche, até perceber que segurava um anel de ouro muito maior que os exemplares comuns.

Como era a joia enterrada havia cerca de 1.700 anos?
O anel pesa 48 gramas e foi datado por volta do ano 297. A estrutura usa muito ouro e sustenta uma gema nicolo, material escuro com camada clara, gravada pela técnica chamada intaglio.
A imagem mostra a deusa Vitória conduzindo uma carruagem puxada por dois cavalos. Asas, capacete, chicote e rédeas aparecem na pequena composição. A página sobre a deusa romana Vitória contextualiza a figura ligada ao triunfo.
O que mais apareceu no mesmo campo?
O conjunto reuniu o anel e 297 moedas romanas, além de objetos de chumbo e cerâmica. Portanto, as outras 297 peças citadas no caso eram moedas, encontradas aos poucos em uma área ampla próxima de Ilminster.
Arados provavelmente espalharam as moedas durante séculos. Minto retornou ao terreno depois dos primeiros achados e recuperou peças em diferentes pontos. Em outra ocasião, encontrou um caixão revestido de chumbo, cuja possível relação com o tesouro ainda poderá ser investigada.
A sequência dos achados ajuda a organizar a história:
Por que o anel é considerado tão raro?
O South West Heritage Trust classificou a peça como incomum pela escala, peso e qualidade artística. A combinação entre trabalho elaborado, gema gravada e volume de ouro encontra paralelos principalmente em descobertas da Europa continental.
A joia pode ter pertencido a um governador, comerciante ou grande proprietário. Curadores consideram que ela talvez fosse usada em ocasiões importantes ou tivesse função cerimonial. A hipótese permanece aberta porque o antigo dono não foi identificado.
Como o valor de £ 78 mil chegou ao detectorista?
O truste arrecadou £ 78.010 para adquirir o anel e o tesouro. Esse montante não foi entregue integralmente a Minto: o proprietário do terreno recebeu metade, enquanto o detectorista dividiu sua parte com um amigo que participou do trabalho.
Mesmo com a divisão, Minto afirmou que conseguiu quitar a hipoteca. O caminhoneiro também reduziu sua jornada para quatro dias semanais e cogitava trabalhar apenas três. O pagamento ocorreu em 2026, cerca de oito anos depois da descoberta do anel.
A divisão relatada pode ser resumida desta forma:
Leia também: Depois de fechar 343 das 587 lojas, desativar três centros de distribuição e acumular R$ 1,1 bilhão de passivo
Onde o tesouro ficará preservado?
O anel e as moedas permanecerão em Somerset. A peça participou de atividades em escolas e de um evento em Ilminster antes de receber um espaço permanente no Museum of Somerset, em Taunton, perto da região do achado.
A reportagem do Guardian sobre Kevin Minto registra a descoberta, a aquisição e o efeito financeiro. Estudos futuros ainda podem indicar se o anel foi fabricado na Britânia romana ou levado de outra parte do império.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)