Trump quer ‘as pessoas certas’ nos EUA para ver a Copa
Presidente americano defende rigor em vistos e justifica políticas migratórias restritivas durante torneio
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira, 10, as políticas migratórias restritivas adotadas durante a Copa do Mundo de 2026. Sua intenção é garantir que “as pessoas certas” entrem no país.
Nem todo mundo é bem-vindo
Os impedimentos e restrições ao acesso de estrangeiros já marcam a competição. O árbitro Omar Artan, da Somália, foi impedido de entrar nos EUA.
A delegação de Senegal enfrentou revistas particularmente rigorosas, enquanto o Irã teve seus vistos negados. Essas situações geraram críticas de atletas e organismos internacionais.
O capitão da seleção iraniana, Mehdi Taremi, criticou a postura do anfitrião, acusando-a de gerar “tensão” no torneio. Segundo ele, o “clima de amizade” típico dos Mundiais não está presente. A ONU pediu que os EUA “repensem profundamente” a política migratória durante o evento.
Segundo Trump, a FIFA está contente
Em entrevista, Trump falou também sobre as controvérsias de entrada em solo americano, mas garantiu que todos estão muito contentes com os resultados até agora.
Segundo o republicano, o torneio representa um sucesso comercial sem precedentes: “É a Copa do Mundo mais bem-sucedida que eles já tiveram. Eles nunca venderam ingressos nesse nível, tão rapidamente”, afirmou, referindo-se à FIFA.
Trump disse que conversou com o presidente da entidade, Gianni Infantino. De acordo com o presidente americano, Infantino afirmou que “nunca aconteceu nada parecido com o que está acontecendo” em relação ao volume de vendas de ingressos.
Apesar do otimismo de Trump quanto ao desempenho comercial, ainda restam aproximadamente 180 mil ingressos disponíveis na plataforma oficial de revenda para 87 dos 104 jogos previstos no torneio.
A edição de 2026 marca o retorno da Copa aos EUA pela primeira vez desde 1994, quando Bill Clinton, democrata, ocupava a presidência.
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