Trump pressiona Netanyahu e Israel preserva Beirute
Governo israelense desiste de ameaçar a capital libanesa após telefonema tenso com presidente americano, mas ações no sul do Líbano continuam
Israel suspendeu nesta terça-feira, 2, as ameaças de ataque a Beirute após intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que teria confrontado o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em ligação na véspera. Ofensivas aéreas e com drones contra o sul do Líbano continuaram.
Pressão americana e recuo israelense
Segundo a imprensa americana, Trump teria acusado Netanyahu de ingratidão durante o telefonema realizado na segunda-feira, afirmando que as operações militares ampliadas nos últimos dias comprometem as negociações diplomáticas em curso com o Irã.
De acordo com o portal Axios, o presidente americano declarou ao premier que o havia protegido de consequências políticas e judiciais, e que a condução da guerra aumentava a rejeição internacional tanto a Israel quanto ao próprio Netanyahu.
Ainda segundo o Axios, em dado momento da conversa, Trump teria dito a Netanyahu: “Você é louco pra caralho! Estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando sua pele. Todo mundo odeia você agora. Todo mundo odeia Israel por causa disso”. E, em seguida, gritado: “Que porra você está fazendo?”
Horas após o telefonema, Trump anunciou em sua rede social que Israel e Hezbollah concordaram em evitar ataques contra cidades israelenses na fronteira norte e contra a capital libanesa.
Negociações em curso e condições israelenses
Netanyahu confirmou o recuo em relação a Beirute, mas deixou a ressalva de que atacaria “alvos terroristas” na cidade, caso o Hezbollah não interrompesse o lançamento de drones e foguetes em direção ao território israelense. O grupo xiita, de acordo com a rede al-Manar, analisa uma proposta apresentada pela Casa Branca.
Em audiência no Congresso americano nesta terça-feira, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que as conversas com Teerã prosseguem e que o líder supremo iraniano participa das negociações.
Rubio também revelou que, ainda no domingo, o governo libanês e o presidente da Assembleia Nacional transmitiram ao lado israelense uma mensagem do Hezbollah: o grupo se absteria de atacar Israel caso não houvesse novos bombardeios em Beirute.
Em Washington, representantes diplomáticos do Líbano e de Israel se reuniram nesta terça-feira sob mediação do Departamento de Estado — os dois países não mantêm relações formais entre si.
Uma nova rodada de conversas foi agendada para esta quarta-feira, 3, com a situação em Beirute e no sul libanês entre os temas previstos para discussão.
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Comentários (1)
Com o ditador russo Trump se deixa até humilhar...