"Toda refém é assediada sexualmente pelo Hamas" "Toda refém é assediada sexualmente pelo Hamas"
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“Toda refém é assediada sexualmente pelo Hamas”

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Alexandre Borges
3 minutos de leitura 02.04.2024 11:32 comentários
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“Toda refém é assediada sexualmente pelo Hamas”

Em reunião no parlamento israelense, detalhes chocantes sobre abusos contra mulheres e meninas sequestradas pelo terrorismo em Gaza são revelados

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Alexandre Borges
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“Toda refém é assediada sexualmente pelo Hamas”
Vítima Hamas

Durante uma sessão recente do comitê para o avanço da mulher no parlamento israelense, Maya Regev, refém libertada após 50 dias sob cativeiro do Hamas em Gaza, fez uma declaração alarmante: “toda refém mulher é assediada sexualmente pelo Hamas”.

Regev expressou seu trauma e a sensação de abandono pelo estado, enfatizando a responsabilidade do governo em proteger e resgatar suas cidadãs: “ainda estou lidando com todas essas coisas. Se eu pudesse, eu mesma as resgataria, mas essa é a tarefa do estado”.

A presidente do comitê, a deputada Pnina Tamano Shata, garantiu que permanecerá ativa em resposta às alegações: “não entraremos em recesso, estamos aqui com você”.

Outro caso mencionado foi o de Liri Elbag, ainda em cativeiro, cuja mãe descreveu as condições desumanas enfrentadas: “minha Liri está no inferno… ela era escrava em casas dos cidadãos de Gaza, obrigada a cozinhar, brincar com as crianças da casa, limpar os banheiros – uma forma de humilhação”.

Sharon Aloni-Cunio, também libertada do cativeiro do Hamas, lembrou que os homens sofrem torturas horríveis, pedindo que não se esqueça deles.

A “Lei da Al Jazeera”

O parlamento de Israel, conhecido como Knesset, aprovou uma legislação nesta segunda-feira, 1, apelidada de “Lei da Al Jazeera”, autorizando o governo a suspender temporariamente as atividades de emissoras estrangeiras no país se forem consideradas uma ameaça à segurança nacional.

A decisão, que passou com 71 votos a favor e 10 contra nas leituras finais, foca especialmente na Al Jazeera, a emissora estatal do Qatar, uma monarquia absolutista islâmica.

A aprovação desta lei ocorre em um contexto de críticas prolongadas à cobertura da Al Jazeera por parte de Israel, que acusa a emissora de favorecer o Hamas e comprometer a segurança das Forças de Defesa de Israel em Gaza. Anteriormente, o governo israelense havia evitado medidas diretas contra a Al Jazeera, optando por fechar as transmissões de um canal libanês pró-Irã em uma ação separada sob regulamentações emergenciais de mídia.

Shlomo Karhi, ministro das comunicações e membro do partido Likud do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, anunciou logo após a votação que a subsidiária da Al Jazeera em Israel seria fechada em breve, declarando: “não haverá liberdade de expressão para os porta-vozes do Hamas em Israel”. Ele destacou a importância da lei como um mecanismo contra o abuso da liberdade de imprensa para prejudicar a segurança de Israel e incitar ao terrorismo.

A legislação gerou controvérsias internacionais, inclusive com críticas vindas dos Estados Unidos. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, expressou preocupações sobre a medida, ressaltando o compromisso dos EUA com a liberdade de imprensa e o papel vital dos jornalistas na cobertura de conflitos globais, incluindo o de Gaza.

A “Lei da Al Jazeera” outorga ao primeiro-ministro e ao ministro das Comunicações o poder de ordenar o encerramento de emissoras estrangeiras que atuem no território israelense e de apreender seus equipamentos, caso sejam vistos como prejudiciais à segurança do Estado.

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