Televisores, computadores e eletrodomésticos entram em liquidação nas 46 lojas: depois de 43 anos, rede de eletrônicos se despede e cerca de 1.500 empregos desaparecem
Sem financiamento para repor mercadorias, a segunda recuperação judicial virou uma venda total de estoques e um fechamento em grande escala.
Televisores, computadores, câmeras e grandes eletrodomésticos passaram a receber descontos enquanto os estoques diminuíam. Em 2011, a Ultimate Electronics entrou em sua segunda falência em seis anos com 46 lojas e mais de 1.500 funcionários e, sem financiamento, decidiu liquidar toda a rede.
Por que a Ultimate Electronics voltou ao Chapter 11?
O pedido foi apresentado em 26 de janeiro de 2011. A companhia relatava deterioração dos negócios, contas em atraso e fornecedores que haviam reduzido ou interrompido linhas de crédito, dificultando a reposição de mercadorias de alto valor.
Inicialmente, o Chapter 11 ainda poderia sustentar uma reorganização. A empresa pretendia fechar unidades fracas e continuar com parte da operação, mas precisava de recursos para comprar produtos e pagar despesas correntes.

Qual era o tamanho da rede no início do processo?
A Ultimate Electronics mantinha 46 lojas, principalmente em mercados do Meio-Oeste e Oeste dos Estados Unidos. Duas entidades controlavam os pontos, mas todos funcionavam sob a mesma marca e atendiam ao segmento de eletrônicos e entretenimento doméstico.
O quadro tinha mais de 1.500 empregados de tempo integral e parcial. A companhia vendia televisores, computadores, áudio, home theater, câmeras, GPS e eletrodomésticos, produtos que exigiam capital relevante para manter estoques atualizados.
Os números mostram por que a necessidade de financiamento era decisiva:
Por que a recuperação virou liquidação?
Depois do pedido judicial, a rede não conseguiu financiamento suficiente nem acesso ao caixa necessário para sustentar o funcionamento normal. Sem dinheiro para comprar novas mercadorias, manter as lojas abertas por muito tempo reduziria ainda mais o valor comercial dos estoques.
A companhia decidiu então vender aproximadamente US$ 86,5 milhões em mercadorias. Em fevereiro, o tribunal autorizou o fechamento das 46 unidades, transformando a tentativa inicial de reorganização em uma liquidação nacional.
Como 46 lojas viraram apenas 30 nas últimas semanas?
As unidades não fecharam todas no mesmo dia. Conforme os estoques eram vendidos ou transferidos, 16 lojas encerraram primeiro. No início de abril de 2011, restavam 30 pontos realizando as últimas vendas ao público.
A publicação especializada TWICE registrou a reta final da Ultimate Electronics, com previsão de término das liquidações em 10 de abril ou antes, caso as mercadorias acabassem. Os descontos anunciados chegavam a 70% sobre preços originais.
O fechamento avançou em quatro etapas principais:
O que aconteceu com os cerca de 1.500 funcionários?
O encerramento de todas as lojas eliminou os postos ligados à antiga operação. Como as unidades fecharam em momentos diferentes, os desligamentos acompanharam o esvaziamento dos estoques, em vez de ocorrerem em uma única data.
Nas últimas semanas, funcionários das 30 unidades restantes trabalhavam em lojas que já tinham data de encerramento próxima. A função passou de sustentar uma operação de longo prazo para concluir vendas, atender consumidores e preparar a saída definitiva dos pontos comerciais.
Como terminou uma trajetória iniciada em 1968?
A empresa havia sido fundada em 1968 por Bill e Barbara Pearse e cresceu no varejo especializado em áudio, vídeo e eletrônicos. Uma primeira falência, em 2005, já havia reduzido a estrutura e levado a companhia a novo controle.
Seis anos depois, a segunda recuperação não produziu outra continuidade. A falta de financiamento levou a Ultimate Electronics a vender seus estoques, fechar as 46 lojas e encerrar uma trajetória de 43 anos, deixando cerca de 1.500 trabalhadores sem os empregos mantidos pela rede.
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