Gilmar Mendes quer dar o golpe em Nunes Marques no TSE?
O decano do STF afirmou por meio de postagem no X, antigo Twitter, que haveria um movimento de ‘politização’ da Justiça Eleitoral
Pessoas próximas aos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) viram uma espécie de segunda intenção nos recentes ataques do ministro Gilmar Mendes contra o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques.
Como mostramos, durante o final de semana, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou por meio de postagem no X, antigo Twitter, que haveria um movimento de ‘politização’ da Justiça Eleitoral.
“Grave é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer”, disse Gilmar, que complementou.
“E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure”.
Para aliados tanto de Nunes Marques quanto de André Mendonça, Gilmar pretende substituir um dos integrantes dessa ala para que ele possa ser o voto condutor da maioria das decisões do tribunal.
Hoje, Gilmar é o primeiro ministro substituto do TSE. Na ausência de Nunes Marques, Mendoça ou de Dias Toffoli, ele passa a atuar como titular. Além de Gilmar, Flávio Dino – que fez uma dobradinha com o decano no julgamento da terça-feira da semana passada no STF – também é ministro reserva do TSE e pode ser escalado quando algum integrante titular originário do STF não possa comparecer a algum julgamento.
“Pixuleco eleitoral”
A publicação de Gilmar foi feita poucos dias depois do ministro chamar chamar Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”.
Mendonça foi responsável por retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que reúne conversas envolvendo Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Gilmar criticou a decisão e afirmou que ela teria envolvido o Supremo de maneira indevida na campanha eleitoral. Mendonça respondeu que o sigilo foi retirado em decisão fundamentada e negou ter transformado o STF em “palanque”.
Em manifestação anterior, Mendonça também acusou Gilmar de tentar constrangê-lo durante o julgamento do caso Master.
O relator defendeu a legitimidade das divergências entre ministros e afirmou que a retirada do sigilo ocorreu dentro de suas atribuições.
Leia mais: O verdadeiro pixuleco eleitoral
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