Telescópio captura galáxias em confronto no espaço
Astrônomos fizeram uma descoberta fascinante ao observar duas galáxias envolvidas em um verdadeiro "duelo" no espaço profundo.
Astrônomos fizeram uma descoberta fascinante ao observar duas galáxias envolvidas em um verdadeiro “duelo” no espaço profundo. Usando dados de telescópios terrestres coletados ao longo de quase quatro anos, os pesquisadores testemunharam essas galáxias distantes se aproximando a uma velocidade impressionante de mais de 1,8 milhão de quilômetros por hora. Durante esse processo, uma das galáxias emitia feixes intensos de radiação contra a outra, dispersando nuvens de gás e prejudicando a capacidade da oponente de formar novas estrelas.
O fenômeno, apelidado de “justa cósmica”, foi observado por uma equipe liderada por Pasquier Noterdaeme, do Instituto de Astrofísica de Paris. A equipe identificou uma imagem distante de duas galáxias em processo de fusão, localizadas a 11 bilhões de anos-luz da Terra. Os resultados, publicados na revista Nature, oferecem um raro vislumbre de um período antigo do universo, quando fusões de galáxias e a formação de estrelas eram eventos mais comuns.
O papel dos quasares na justa cósmica
Utilizando o Very Large Telescope (VLT) e o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma), ambos localizados no Chile, os pesquisadores descobriram que a radiação intensa da galáxia “atacante” se origina de seu núcleo brilhante, conhecido como quasar. Este quasar é alimentado por um buraco negro supermassivo, cuja intensa gravidade atrai matéria de forma energética, aquecendo poeira e gás a milhões de graus e tornando-os luminosos.
Esses materiais formam um “disco de acreção” ao redor do buraco negro, de onde jatos de matéria energética são lançados em direção ao espaço. Cada explosão de ondas ultravioletas desse quasar é cerca de mil vezes mais forte que a radiação da Via Láctea, causando a separação e dispersão das moléculas de hidrogênio nas regiões de formação estelar da galáxia “vítima”.
Des astronomes assistent à la violente collision de deux galaxies à 11 milliards d'années-lumière.
— 🔭UFOvni👽Disclosure🛸 (@GiavedoniEric) May 22, 2025
Selon une analyse des données du Very Large Telescope (VLT) de l'ESO et de l'Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA), le rayonnement intense d'un quasar dans l'une de… pic.twitter.com/LrTh98EQ0K
Como a radiação afeta a formação de estrelas?
Estrelas se formam quando grandes aglomerados de gás e poeira atingem massa crítica e colapsam sob sua própria gravidade. No entanto, a radiação intensa do quasar dispersa essas nuvens, tornando-as incapazes de se condensar e formar novas estrelas. À medida que mais material da galáxia “vítima” se aproxima do buraco negro, ele alimenta ainda mais o quasar, perpetuando o ciclo de dispersão.
Este fenômeno foi observado diretamente pela primeira vez, confirmando teorias anteriores sobre o impacto dos quasares no gás molecular de galáxias próximas. Inicialmente, os cientistas estavam interessados nesse quasar específico devido às suas características únicas, que se destacavam entre milhares de espectros de baixa resolução.
O que o futuro reserva para essas galáxias?
Embora as galáxias pareçam estar em um processo de fusão, as imagens de alta resolução do Alma revelaram que elas estão separadas por milhares de anos-luz. Como a luz dessas galáxias vem de bilhões de anos atrás, no início do universo, é possível que elas já tenham se fundido, mas não há como ter certeza.
Galáxias se fundem quando são atraídas uma pela outra pela gravidade, um evento mais comum nos primeiros tempos do universo. Apesar de menos frequentes hoje, as fusões galácticas continuam a ocorrer. A Via Láctea, por exemplo, deverá se fundir com a galáxia de Andrômeda em alguns bilhões de anos.
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