Tarifaço de Trump usa desmatamento para justificar pressão sobre o Brasil
Relatório dos EUA cita falhas na fiscalização ambiental e altos índices de ilegalidade, mas ignora a queda recente do desmatamento na Amazônia
O governo de Donald Trump incluiu o desmatamento ilegal entre os argumentos para propor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em relatório divulgado na terça-feira, 2, os Estados Unidos alegam que a comercialização de madeira e carne produzidas em áreas desmatadas ilegalmente reduziria custos e geraria uma vantagem competitiva considerada desleal.
O documento afirma que o Brasil falha na fiscalização ambiental, aponta supostas fraudes na cadeia da madeira e da pecuária e cita estudos segundo os quais 91% do desmatamento na Amazônia entre 2023 e 2024 teria sido ilegal.
A investigação também menciona o avanço do desmatamento em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, mas deixa de lado dados mais recentes que mostram a redução dos índices. Em 2025, o país registrou a menor taxa de desmatamento da Amazônia em mais de dez anos.
Apesar das críticas, a proposta tarifária não atingiu todos os produtos dos setores citados no relatório. O governo brasileiro rejeita a acusação de omissão sistemática no combate aos crimes ambientais.
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