Senado dos EUA aprova acordo para encerrar shutdown
Projeto de lei segue para a Câmara dos Representantes
O Senado dos Estados Unidos aprovou na segunda-feira, 10, um acordo para encerrar a paralisação dos serviços públicos do governo americano, o chamado shutdown.
Com 60 votos a favor e 40 contra, a votação contou com o apoio de quase todos os republicanos e de oito democratas, que decidiram apoiar o pacote de gastos que omitia a principal concessão que o partido vinha exigindo.
O shutdown atual é o mais longo da história americana.
O acordo
Além de restaurar o financiamento para agências federais, o acordo aprovado no Senado suspende a campanha do governo Trump para reduzir o quadro de funcionários federais, impedindo quaisquer demissões até 30 de janeiro.
A resolução também garante o financiamento dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) por um ano.
Os republicanos aceitaram ainda realizar uma votação em dezembro para ampliar os subsídios previstos na Lei de Cuidados Acessíveis, pauta prioritária para os democratas.
Contudo, não há garantias da continuidade dos subsídios.
O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o acordo para encerrar a paralisação como “muito bom”.
Câmara dos Representantes
Agora, o projeto de lei que deve colocar fim à paralisação segue para a Câmara dos Representantes.
O presidente da Casa, Mike Johnson, afirmou que a Câmara votará a reabertura do governo ainda nesta semana.
“Após 40 dias, finalmente estamos vendo progresso no sentido de acabar com a paralisação do governo causada pelos democratas.
A Câmara votará esta semana a reabertura do governo e a garantia de segurança para as famílias trabalhadoras que esperaram por tempo demais.
Este é o resultado sensato que temos defendido desde o início.”
Frustração democrata
O senador Dick Durbin, um dos nomes mais importantes do partido Democrata no Senado americano, reconheceu a frustração com o shutdown.
“Gostaríamos de ter podido fazer mais”, disse.
“A paralisação do governo parecia ser uma oportunidade para nos levar a políticas melhores. Não funcionou”, acrescentou.
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