Shutdown nos EUA leva ao cancelamento de mais de 1.700 voos
Secretário de Transportes americano alerta que situação deve se agravar caso impasse político em Washington não seja resolvido
A paralisação que afeta o governo dos Estados Unidos provocou o cancelamento de milhares de voos em todo o país. A escassez de controladores de tráfego aéreo, que estão sem receber salário há semanas, levou a Administração Federal de Aviação (FAA) a determinar cortes obrigatórios no número de voos nos principais aeroportos americanos.
Segundo dados da Cirium, empresa de análise do setor, mais de 1.700 voos foram cancelados entre sexta-feira e domingo, 9.
A FAA ordenou uma redução imediata de 4% nas decolagens em 40 grandes aeroportos e avisou que esse número deve subir para 10% até 14 de novembro.
O secretário de Transportes, Sean Duffy, alertou que a situação deve se agravar caso o impasse político em Washington não seja resolvido.
“Só vai piorar. Nas duas semanas antes do Dia de Ação de Graças, vocês verão o transporte aéreo ser reduzido ao mínimo”, disse Duffy em entrevista à CNN.
Segundo ele, “muitas pessoas não conseguirão embarcar em um avião, porque não haverá tantos voos disponíveis se o governo não voltar a funcionar”.
Shutdown prolongado
A paralisação, que já dura 40 dias, é a mais longa da história dos Estados Unidos.
O impasse começou quando o Congresso não conseguiu aprovar o orçamento federal dentro do prazo.
Sem o acordo, o governo ficou sem recursos para manter serviços essenciais e pagar funcionários públicos.
No centro da disputa está o financiamento de programas de assistência médica. Os democratas afirmam que só votarão o orçamento se houver garantias de extensão dessas políticas.
O governo precisa de 60 votos no Senado para aprovar o projeto, mas apenas 53 senadores pertencem ao partido do presidente.
A crise atinge um dos períodos de maior movimento nos aeroportos americanos. O feriado de Ação de Graças, celebrado em 27 de novembro, costuma registrar o maior volume de passageiros do ano.
“Há muitas pessoas que querem voltar para casa para o feriado, querem ver suas famílias, querem celebrar este grande feriado americano”, disse Duffy.
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