Satélites da ESA registram ondas de 20 metros, equivalente à altura de um prédio de seis andares e revelam o poder das marés oceânicas
Tempestade no Pacífico gerou swell recorde de 20 metros que atravessou oceanos e acendeu o alerta para mudanças no clima global.
Ondas oceânicas de proporções monumentais foram recentemente registradas durante a tempestade Eddie, destacadas por medições da Agência Espacial Europeia (ESA). A altura média dessas ondas atingiu impressionantes 20 metros, semelhante à dimensão do Arco do Triunfo em Paris, marcando um recorde para medições desde o espaço. Este fenômeno lançou luz sobre a interação complexa entre tempestades e suas consequências não apenas imediatas, mas também à medida que as ondas se espalham pelo oceano, carregando energia destrutiva para terras distantes.
O estudo, liderado por Fabrice Ardhuin do Laboratório de Oceanografia Física e Espacial da França, aproveitou os dados mais recentes do satélite SWOT, além de informações de uma variedade de outras missões integradas no projeto europeu CCI Sea State. Esses satélites, que incluem Sentinel-3 e CryoSat, entre outros, proporcionaram uma visão abrangente do comportamento das ondas durante e após a intensa tempestade Eddie. As ondas geradas por esta tempestade foram acompanhadas desde o Pacífico Norte até o Atlântico tropical, cobrindo mais de 24 mil quilômetros.
Quais são os impactos das ondas oceânicas em áreas costeiras?
Os swells, ou ondulações oceânicas, estão entre os principais portadores de energia das tempestades para áreas costeiras. Apesar de formadas longe da terra firme, elas podem propagar-se por milhares de quilômetros, transferindo considerável energia para costas vulneráveis.
- A força dos swells pode causar erosão significativa em praias e dunas costeiras, ameaçando ecossistemas frágeis.
- Infraestruturas como portos, estradas e residências próximas ao mar também correm riscos elevados devido à ação dessas ondas, mesmo quando as tempestades estão distantes.

De que maneira o clima interfere nas tempestades oceânicas?
A pesquisa busca compreender os efeitos das mudanças climáticas nas dinâmicas dessas grandes tempestades. Segundo Ardhuin, embora as alterações no clima sejam um fator significativo, a topografia do fundo do mar também exerce influência determinante.
- Tempestades extremas costumam ser raras, ocorrendo em média uma vez por década, mas sua intensidade pode estar aumentando com as mudanças climáticas.
- Estudos apontam que ondas mais curtas carregam a maior parte da energia oceânica em eventos como a tempestade Eddie.
Qual é o papel do satélite SWOT nas medições das ondas oceânicas?
O satélite SWOT (Surface Water and Ocean Topography) revolucionou o monitoramento oceânico ao utilizar altimetria por radar associada a imagens de ampla cobertura. Tal inovação permite identificar até as menores variações nos níveis d’água e oferece medições precisas de ondas e swells.
Com esta tecnologia, é possível gerar previsões em tempo real, fundamentais para proteger comunidades costeiras diante de eventos extremos e mudanças climáticas aceleradas. A análise dos dados captados também contribui para a melhoria dos sistemas de alerta precoce e respostas emergenciais.
Satellites have captured the largest ocean swells ever measured from space, averaging nearly 20 metres high🌊
— ESA Earth Observation (@ESA_EO) October 8, 2025
In a new study, scientists used data from @esaclimate’s Sea State project and the SWOT mission to improve wave models and better understand how these long waves travel… pic.twitter.com/KkYAeN6oWZ
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Como a integração dos dados satelitais aprimora as previsões e a proteção costeira?
Com informações detalhadas de satélites como o SWOT e o Copernicus Sentinel-6, os cientistas podem refinar modelos climáticos e aprimorar as previsões sobre o comportamento das ondas. Essas melhorias auxiliam no desenvolvimento de estratégias de mitigação mais efetivas para áreas vulneráveis.
• O conhecimento gerado possibilita antecipar impactos em regiões costeiras e adotar medidas preventivas eficientes.
• Os avanços tecnológicos nesses sistemas de monitoramento continuam a ser essenciais para garantir maior segurança e adaptação diante dos desafios trazidos pelas mudanças no clima global.
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