Rússia tenta forçar cidadãos a usarem alternativa ao WhatsApp

25.06.2026

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Rússia tenta forçar cidadãos a usarem alternativa ao WhatsApp

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 16.10.2025 09:41 comentários
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Rússia tenta forçar cidadãos a usarem alternativa ao WhatsApp

"A arquitetura do aplicativo permite que todas as informações pessoais e comunicações sejam acessíveis para diferentes órgãos estatais — desde institutos de pesquisa até agências de inteligência"

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3 minutos de leitura 16.10.2025 09:41 comentários 1
Rússia tenta forçar cidadãos a usarem alternativa ao WhatsApp
Imagem/Moska News Agency

O Max, aplicativo de comunicação promovida pelo Kremlin, definida como o novo “mensageiro nacional”, foi desenvolvido pela empresa estatal VK em colaboração com o Ministério da Digitalização da Rússia.

O produto russo oferece funcionalidades de chat, chamadas e vídeo. Inspirado pelo Telegram, também permite a criação de canais de notícias. Apenas cidadãos russos e bielorrussos, porém, podem criar contas na plataforma, desde que forneçam dados do passaporte.

No futuro, está previsto que transações financeiras e comunicações com autoridades sejam realizadas por meio do Max.

Recentemente, o ditador Vladimir Putin enfatizou a importância de monitorar o desenvolvimento desse software, que foi lançado no início deste ano, ressaltando a necessidade de integrar serviços públicos na plataforma, conforme divulgado em uma comunicação oficial.

Com o Kremlin intensificando sua repressão a vozes opositoras e conteúdos na internet nos últimos anos, críticos interpretam o lançamento do Max como um movimento adicional rumo à vigilância total dos cidadãos no ambiente digital.

Um aplicativo criado pelo Estado é mais eficiente para disseminar propaganda e censura do que as numerosas plataformas estrangeiras e privadas que ainda permitem que russos críticos o governo, mantenham contato com o mundo exterior e acessem notícias investigativas.

Temores de censura

Usuários expressaram frustração desde a versão beta lançada em março. O medo predominante entre muitos é que essa ferramenta seja usada principalmente para espionagem.

No canal de notícias do político opositor Mikhail Khodorkovsky, é mencionado como o Max pode ser uma ferramenta de vigilância sobre os cidadãos.

Uma iniciativa popular na república autônoma da Udmurtia classificou o aplicativo como um “policial pessoal no seu telefone”.

Sarkis Darbinjan, especialista em TI e cofundador da ONG russa Roskomsvoboda — que defende os direitos dos cidadãos na internet — considera essas preocupações legítimas.

Ele afirmou que “a arquitetura do aplicativo permite que todas as informações pessoais e comunicações sejam acessíveis para diferentes órgãos estatais — desde institutos de pesquisa até agências de inteligência”.

O especialistas acredita que “o Max, sob controle de entidades estatais, não só atende às exigências de armazenamento e compartilhamento de dados como também possui potenciais capacidades para controle mais profundo”

Existe a possibilidade da aplicação acessar outras funções do dispositivo sem o consentimento do usuário, permitindo vigilância mesmo quando o Max não está ativo.

Controle e resistência

Em agosto passado, foi emitido um decreto pelo governo russo determinando que o Max deve ser pré-instalado em todos os tablets e celulares.

Desde 1º de setembro em Moscou, todas as escolas foram obrigadas a organizar grupos de chat entre pais e professores utilizando este novo mensageiro.

Funcionários públicos também foram aconselhados a se desvincular dos aplicativos WhatsApp, Signal e Telegram.

Simultaneamente, o Kremlin ampliou sua campanha contra provedores estrangeiros. Enquanto Instagram e Facebook foram totalmente bloqueados no início de 2022, agora as funções de chamada no WhatsApp e Signal foram desativadas.

Essas ações certamente pressionam as pessoas a migrar para o novo aplicativo russo.

Entretanto, muitos cidadãos russos se tornaram adeptos das estratégias para lidar com repressões estatais e adotaram medidas alternativas.

Estima-se que cerca de 40% da população utilize serviços VPN para contornar bloqueios na internet clandestinamente. Embora o Estado russo busque controlar ou proibir tudo, boa parte da sociedade civil continua resistindo.

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Comentários (1)

Marcia Elizabeth Brunetti

16.10.2025 10:05

Estranhar o que de um Ditador que está no comando? Ainda bem que nosso descondenado não vai conseguir ter esse poder. Até os petistas raiz não vão gostar. Quer dizer, talvez os intelectuais das universidades públicas e os artistas topem essa repressão pois terão vergonha de retroceder em seus ideais falidos de socialismo.


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