Rússia e Ucrânia trocam mais 146 prisioneiros de guerra
Militares e civis, incluindo jornalistas e ex-prefeito de Kherson, são libertados
A Rússia e a Ucrânia realizaram neste domingo, 24, uma nova troca de prisioneiros de guerra, envolvendo 146 militares de cada lado, após mediação dos Emirados Árabes Unidos.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, confirmou a troca em publicação nas redes sociais:
“As trocas continuam. Talvez isso seja possível graças aos nossos soldados, que aumentam o fundo de troca da Ucrânia”, escreveu.
Entre os libertados estão oito civis, incluindo os jornalistas Dmytro Khyliuk e Mark Kaliush, além de Volodymyr Mykolaienk, ex-prefeito de Kherson. Khyliuk foi sequestrado em março de 2022 junto com o pai, enquanto a região de Kiev estava ocupada pela Rússia.
Os soldados libertados representam quase todas as forças de defesa ucranianas, incluindo Tropas Aerotransportadas, Força Aérea, Marinha, Defesa Territorial, Guarda Nacional e Serviço de Fronteiras. Muitos participaram da defesa de Mariupol, Luhansk, Donetsk, Kharkiv, Zaporizhzhia, Kherson, Mykolaiv, Kyiv e Sumy.
Alguns foram capturados em territórios ocupados pela Rússia e na Crimeia. Entre os civis libertados está o médico Serhiy Kovalov, do Batalhão Médico Hospitallers, “que salvou a vida de defensores e civis durante o cerco à usina de aço Azovstal, em Mariupol, na primavera de 2022”, escreveu Zelensky.
Mikolayenko, ex-prefeito de Kherson, permaneceu em cativeiro por mais de três anos. Segundo o assessor de Zelensky, Andrii Yermak, ele abriu mão de sua posição na troca para beneficiar prisioneiros feridos com quem dividiu a cela.
Desde 2022, mais de 6.400 ucranianos foram libertados do cativeiro russo, sendo 5.857 por meio de trocas de prisioneiros, segundo Zelensky, que afirmou que a operação depende do esforço diário das tropas e do apoio de parceiros internacionais.
A data marcou também o Dia da Independência da Ucrânia, feriado que relembra a separação do país da União Soviética em 1991.
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