Rússia acusa Universidade Yale de “minar a integridade territorial” do país
Ditadura de Vladimir Putin alega que opositores usaram conhecimento adquirido na instituição americana para "intensificar ações de protesto"
A Procuradoria-Geral da Rússia declarou a Universidade Yale, dos Estados Unidos, como “indesejável” e acusou a instituição americana de tentar “minar” e “desestabilizar” o país administrado pelo ditador Vladimir Putin.
Em nota, o órgão afirma que ativistas do Fundo de luta contra a corrupção (FBK) – fundado pelo opositor Alexei Navalny, morto na prisão em fevereiro de 2024,- usaram o conhecimento adquirido na universidade para “intensificar as ações de protestos” na Rússia.
“As atividades desta universidade buscam minar a integridade territorial da Federação Russa, impor um bloqueio internacional ao Estado e sabotar seus fundamentos econômicos, além de desestabilizar a situação socioeconômica e política do país”, diz trecho do comunicado.
Em abril, a promotoria russa havia pedido seis anos de prisão para quatro jornalistas por colaborarem com a fundação criada por Navalny. A organização foi classificada pelo Kremlin como “extremista”.
A instituição também solicitou que eles fossem enviados para uma colônia penal de regime geral para cumprir suas penas.
Morte de Navalny
Segundo informações oficiais do governo russo, Navalny morreu de causas naturais em 16 de fevereiro de 2024. Mas, imediatamente após o anúncio da sua morte, começaram as especulações sobre se e como as autoridades de Putin estariam envolvidas nessa morte.
Documentos vazados das autoridades investigativas russas sugerem que o político da oposição foi envenenado.
Um relatório publicado em 29 de setembro pelo portal The Insider citou vários médicos que descreveram os sintomas descritos nos arquivos como típicos de envenenamento.
Navalny deitou-se no chão e queixou-se de fortes dores de estômago. “Ele reflexivamente começou a expelir o conteúdo do estômago, teve convulsões e perdeu a consciência”, citou Roman Dobrokhotov, autor de um dos documentos.
De acordo com o médico de emergência Alexander Polupan, que tratou Navalny após o envenenamento por Novichok em Omsk em 2020, estes sintomas observados pelos médicos não correspondem ao diagnóstico oficialmente declarado por Moscou.
Segundo a Rússia, Navalny, o crítico mais veemente de Vladimir Putin, morreu de arritmia cardíaca numa colônia penal no norte da Sibéria. Navalny foi preso em 2021, imediatamente após seu retorno à Rússia. O político da oposição já foi tratado na Alemanha depois de ter sido vítima de um ataque com veneno.
Leia mais: Promotoria russa pede prisão para colaboradores da organização de Navalny
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
08.07.2025 17:14Parece que o carniceiro Putin está em baixa. Brigando até com Yale!