Rubio sai em defesa de Uribe: “Instrumentalização do judiciário”
Segundo o secretário de Estado americano, o ex-presidente da Colômbia foi vítima de "juízes radicais" que abriram "um precedente preocupante"
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, saiu em defesa do ex-presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, após ser declarado culpado nesta segunda, 28, pelo crime de suborno de testemunhas.
“O único crime do ex-presidente colombiano Uribe foi lutar e defender incansavelmente sua pátria. A instrumentalização do judiciário colombiano por juízes radicais abriu um precedente preocupante”, escreveu no X.
Uribe, que presidiu o país entre 2002 e 2010, é acusado de pressionar, manipular e subornar testemunhas para mudar depoimentos que o ligavam a grupos paramilitares.
Essas organizações surgiram na Colômbia na década de 1980 para combater guerrilhas marxistas.
Culpado
A juíza Sandra Liliana Heredia Arana, do 44º Tribunal Penal de Bogotá, declarou Uribe culpado nesta segunda, 28.
Na decisão, ela afirmou que o ex-presidente teria oferecido – por meio de advogados – benefícios a testemunhas em troca de depoimentos favoráveis.
“A primeira propina em um processo criminal, em termos da materialidade da conduta punível, foi comprovada”, afirmou a magistrada.
Durante o julgamento, Uribe disse sentir uma “dor na alma” por ser o primeiro ex-presidente do país a ter que se defender na Justiça e afirmou ser vítima de “conspiração idealizada por juízes e opositores que usaram interceptações [telefônicas] ilegais” para obter provas contra ele.
Histórico do caso
O caso teve origem em 2012, quando o próprio Uribe acusou o senador Iván Cepeda de obter um falso testemunho contra ele sobre as origens do paramilitarismo em Antioquia.
No entanto, a coleta de provas alterou o curso do caso e apontou para uma estratégia de manipulação de testemunhas, o que levou Cepeda de acusado à vítima e o próprio Uribe a ser investigado.
Em 2018, a Corte Suprema da Colômbia abriu uma investigação sobre o ex-presidente.
Em 2020, Uribe foi colocado em prisão domiciliar por ordem da Suprema Corte e renunciou ao Senado. O caso foi arquivado pela Procuradoria-Geral, contudo, três anos depois, um juiz reabriu o processo.
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