Romênia se apressa para afundar 4 barcaças no Danúbio para manter o segundo reator de uma usina nuclear funcionando
A operação tenta evitar que o segundo reator seja desligado e agravar ainda mais a crise energética do país.
A seca que atinge o Danúbio chegou a um ponto crítico na Romênia. Com o nível do rio despencando e ameaçando o sistema de resfriamento da usina nuclear de Cernavoda, autoridades recorreram a uma medida incomum: quatro barcaças carregadas de rochas foram afundadas para criar uma barreira subaquática e redirecionar a água para a área de captação da usina.
A operação tenta evitar que o segundo reator seja desligado e agravar ainda mais a crise energética do país.
Por que o Danúbio ameaça a usina nuclear?
A vazão do Danúbio na Romênia caiu para cerca de 1.400 metros cúbicos por segundo, menos de um terço do volume considerado normal para esta época. O calor extremo e a falta de chuvas fizeram o nível do rio atingir marcas preocupantes.
A usina de Cernavoda depende da água do Danúbio para seu sistema de resfriamento. Um dos dois reatores já havia sido desligado por causa da baixa disponibilidade de água, enquanto o segundo permanecia em funcionamento sob risco crescente.
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Update zu Cernavodă:
— Dirk Egelkraut (@realTZV) August 7, 2026
Um 14:45 Uhr hat die Operation begonnen die ersten zwei Lastkähne am Bala-Arm abzusenkenn. Die beiden Kähne werden 500 m vor der Abzweigung positioniert. Nach aktuellen Stand werden heute nur zwei Lastkähne abgesenkt. Die anderen beiden Lastkähne in 300 m… pic.twitter.com/r7o9m5EHTm
Como as barcaças foram usadas para salvar a operação?
A solução envolveu uma operação coordenada pelas Forças Armadas da Romênia. Uma formação rochosa próxima ao Canal Bala foi detonada, e o material retirado foi colocado em quatro barcaças que posteriormente foram afundadas no leito do Danúbio.
A estrutura funciona como uma espécie de barreira subaquática, ajudando a direcionar o fluxo de água para o canal principal e para a região de captação da usina. Segundo o diretor de Cernavoda, sem a intervenção, o segundo reator poderia precisar ser desligado em apenas cinco ou seis dias.
Confira no vídeo abaixo do canal “The Independent” a marinha romena realizando explosões controladas para ajudar a resfriar a usina nuclear.
O que mudou na usina nuclear depois da operação de emergência?
A intervenção não resolve a seca, mas oferece uma margem de segurança maior para a usina.
Com a barreira instalada, a estimativa passou a ser de nove a dez dias de operação, dando mais tempo para uma eventual recuperação das condições hidrológicas.
Os principais efeitos imediatos da crise são:
Por que a Romênia entrou em estado de alerta energético?
A situação ficou grave o suficiente para o governo romeno decretar estado de alerta no setor energético em 31 de julho. A produção elétrica afetada pela seca aumentou a pressão sobre o sistema nacional justamente durante um período de temperaturas elevadas e forte demanda.
Para reduzir o risco de falta de energia, o governo também passou a negociar importações com países vizinhos, incluindo a Ucrânia, além de pedir que consumidores reduzam voluntariamente o consumo nos horários de maior demanda.
A seca também ameaça a energia da Hungria?
O problema está longe de ser exclusivo da Romênia. Na Hungria, a usina nuclear de Paks também sofre com a queda do nível do Danúbio e precisou reduzir sua capacidade de geração. A instalação responde por aproximadamente metade da eletricidade produzida no país.
O cenário revela uma vulnerabilidade preocupante: quando o nível de um grande rio cai drasticamente, não são apenas agricultura, transporte e turismo que sofrem. A própria geração nuclear pode ser afetada pela falta de água para resfriamento, transformando uma crise climática em um problema energético regional.
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