Retrospectiva: o dia em que ‘pintou um clima’ entre Trump e Lula
Era o início das conversas entre os dois presidentes que resultou na revogação do tarifaço e das sanções por meio da Lei Magnistky
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), disse em setembro deste ano que teve uma “excelente química” ao se encontrar com o presidente Lula quando estava entrando para discursar na 80ª Assembleia-Geral da ONU.
Era o início das conversas entre os dois presidentes que resultou na revogação do tarifaço aos produtos brasileiros e das sanções por meio da Lei Magnistky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“O Brasil agora precisa lidar com muitas tarifas em resposta aos esforços sem precedentes para interferir nos direitos e nas liberdades dos cidadãos americanos e de outros. A censura, a repressão, a corrupção judicial e o ataque a críticos políticos nos Estados Unidos“, disse Trump.
“Eu tive um pequeno problema pensando se dizia isso para vocês, mas preciso falar. Eu estava entrando aqui e o presidente do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu e nós nos abraçamos. Acredita nisso? Nós combinamos que vamos nos encontrar na próxima semana. Nós não teremos muito tempo para falar, talvez uns 20 segundos”, afirmou o americano.
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Trump: “Lula me pareceu um bom homem”
“Ele me pareceu um bom homem, na verdade. Ele gostou de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com pessoas que eu gosto. Quando eu não gosto, eu não gosto. Mas tivemos ao menos 39 segundos de química excelente. Esse é um bom sinal.”
“Mas também no passado, o Brasil impôs tarifas injustas a nossa nação. Mas agora nós estamos respondendo muito bem“, complementou o presidente dos EUA.
Lula, por sua vez, respondeu dizendo que não houve somente uma “química”, mas uma “indústria petroquimica”.
“Não há razão para que Brasil e Estados Unidos vivam momentos de conflito. Fiz questão de dizer ao presidente que temos muito o que conversar. E fiquei satisfeito quando ele me disse que é possível sim manter esse diálogo. Quem sabe, em alguns dias, a gente consiga ajustar as palavras e avançar nessa conversa”, comentou Lula.
No início das conversas entre Trump e Lula, integrantes do governo viram a abertura para o diálogo como uma vitória para o Brasil. No entanto, eles temiam que o líder americano pudesse usar o contato para pressionar ou constranger o líder petista, prática que, segundo a fonte, já ocorreu com líderes europeus.
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