Réptil que ninguém conseguia encontrar há 34 anos reaparece em cânion isolado e pesquisadores encontram dezenas deles
Após décadas de incerteza, pesquisadores encontraram entre 20 e 30 exemplares do pequeno réptil em um afloramento quase inacessível.
🦎 Como um réptil tão pequeno permaneceu quase invisível por décadas?
O Blyde Rondavel flat gecko era conhecido por exemplares coletados em 1991 e ficou cercado de dúvidas. Em 2025, pesquisadores chegaram de helicóptero ao afloramento e encontraram dezenas deles. ⬇️
O gecko Blyde Rondavel foi confirmado novamente no cânion sul-africano onde havia sido coletado em 1991, encerrando uma lacuna de mais de três décadas. Em abril de 2025, Darren Pietersen e John Davies observaram entre 20 e 30 indivíduos após chegarem ao local de helicóptero.
O que os pesquisadores encontraram no cânion da África do Sul?
A expedição localizou o Afroedura rondavelica no afloramento do Blyde River Canyon onde dois machos haviam sido coletados em 1991. A equipe permaneceu três dias no topo isolado procurando os animais, principalmente à noite.
Pietersen e Davies viram entre 20 e 30 geckos e capturaram e fotografaram sete. O resultado confirmou a presença da espécie num local extremamente difícil de alcançar por terra.

Por que o gecko Blyde Rondavel ficou cercado de dúvidas por décadas?
Os dois exemplares de 1991 foram a principal base física da espécie, formalmente descrita apenas em 2014. Sem novas coletas amplamente documentadas, surgiu a hipótese de que fossem juvenis de outro gecko.
A espécie era classificada como “Data Deficient”, por falta de informações sobre distribuição e população. Uma avaliação sul-africana cita observação pessoal em 2021, mas a expedição de 2025 reuniu documentação e amostras.
Como os cientistas conseguiram chegar ao habitat isolado?
O acesso exigiu cerca de dois anos de planejamento e pelo menos seis pedidos de autorização, segundo o relato da expedição. Um helicóptero deixou os pesquisadores no topo de um dos afloramentos circulares conhecidos como Three Rondavels.
As escarpas ultrapassam 100 metros e tornam a subida convencional muito difícil. O isolamento ajuda a explicar por que um pequeno réptil pode permanecer pouco estudado até dentro de uma área protegida.
A operação reuniu obstáculos logísticos incomuns.
O que a presença de 20 a 30 indivíduos revelou?
Encontrar dezenas de geckos em três dias mostrou que a espécie continuava presente no afloramento original. Isso substituiu décadas de incerteza por uma amostra muito maior de animais vivos.
Os pesquisadores coletaram dados ecológicos e amostras de tecido para investigar a posição taxonômica do réptil e sua distinção em relação a espécies próximas. Adultos medem aproximadamente 8 a 9 centímetros.
Os principais números dimensionam a diferença entre o conhecimento antigo e o novo levantamento.
Quais perguntas permanecem depois da redescoberta?
O encontro confirma sobrevivência no local conhecido, mas não determina população total nem distribuição. Como a espécie ocupa área muito restrita, novos levantamentos continuam essenciais para avaliar vulnerabilidade.
O South African National Biodiversity Institute mantém a necessidade de dados sobre alcance e população. As novas amostras também podem esclarecer relações genéticas dentro do gênero Afroedura.
As próximas investigações precisam responder a questões centrais:
- Mapear se a espécie ocorre em outros afloramentos próximos.
- Estimar abundância e tendência da população.
- Comparar geneticamente o gecko com parentes do mesmo gênero.
- Avaliar ameaças fora do ponto atualmente protegido.
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Por que essa redescoberta importa para a conservação?
O caso mostra como espécies pequenas, discretas e restritas a habitats inacessíveis podem permanecer subdocumentadas por décadas. Também evidencia que “perdida” não significa necessariamente extinta, sobretudo quando existem grandes lacunas de amostragem.
A Endangered Wildlife Trust considera o gecko uma das espécies recuperadas por seus esforços recentes. A nova documentação permite substituir conjecturas por dados de campo e orientar uma reavaliação de seu estado de conservação.
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