Relatório Mundial da Felicidade apresenta os países mais tristes de 2025
O relatório é uma publicação anual apoiada pela ONU, que avalia 147 países a partir da “avaliação de vida” em uma escala de zero a dez
A felicidade costuma ser associada a momentos isolados, mas, na escala de um país inteiro, ela passa a ser tratada como um indicador de bem-estar coletivo, baseado em como as pessoas avaliam a própria vida, a sensação de segurança e a confiança nas instituições.
O que é o Relatório Mundial da Felicidade 2025
O Relatório Mundial da Felicidade é uma publicação anual apoiada pela ONU, que avalia 147 países a partir da “avaliação de vida” em uma escala de zero a dez.
O foco não são emoções passageiras, mas a percepção geral de satisfação com a existência.
Para chegar ao índice de cada país, o estudo cruza essas respostas com fatores como renda média, expectativa de vida saudável, liberdade de escolha, apoio social, confiança em instituições e generosidade.
Assim, o relatório produz um ranking e indica condições que explicam os níveis de bem-estar.

Quais são os países mais infelizes do mundo em 2025
Em 2025, o Relatório Mundial da Felicidade mostra que os últimos lugares do ranking são majoritariamente ocupados por nações com dificuldades estruturais de longa data.
Entre os 30 países mais infelizes do mundo, 21 estão na África, evidenciando forte vulnerabilidade social e econômica.
Esses países compartilham traços recorrentes que impactam diretamente a perspectiva de futuro das populações e reduzem os índices de felicidade, como problemas crônicos de infraestrutura, segurança e acesso a serviços essenciais:
- Instabilidade política, com golpes, conflitos internos ou guerras prolongadas;
- Pobreza elevada e falta de oportunidades de trabalho formal;
- Acesso limitado a serviços de saúde e educação de qualidade;
- Infraestrutura precária, com falhas em água, energia e transporte;
- Insegurança, seja por violência, seja por ausência de proteção social.
Com base nos dados mais recentes do relatório, os países considerados mais infelizes (em ordem do menos feliz para o menos infeliz entre os últimos colocados) são:
- Afeganistão
- Serra Leoa
- Líbano
- Maláui
- Zimbábue
- Botsuana
- República Democrática do Congo
- Iêmen
- Comores
- Lesoto
- Essuatíni
- Tanzânia
- Egito
- Bangladesh
- Sri Lanka
- Etiópia
- Zâmbia
- Madagascar
- Libéria
- Jordânia
- Togo
- Myanmar (Birmânia)
- Gana
- Camboja
- Mali
- Somália
- Benim
- Burkina Faso
- Chade
- Índia
Por que tantos países africanos aparecem no fim do ranking
A concentração de países africanos entre os mais infelizes decorre da sobreposição de desafios históricos, econômicos e sociais.
Muitos enfrentaram colonização, conflitos étnicos, disputas por recursos naturais e fragilidade institucional persistente.
Grande parte da população vive em áreas rurais com pouco acesso a serviços públicos, e crises humanitárias, mudanças climáticas e deslocamentos forçados agravam o cenário.
Isso reduz oportunidades, aumenta a insegurança alimentar e limita expectativas de melhoria para as próximas gerações.

Como o bem-estar é medido nos países mais infelizes
Os pesquisadores utilizam questionários padronizados que pedem às pessoas para se colocarem em uma “escada de vida”, do pior ao melhor cenário possível.
Essa autoavaliação é combinada com dados objetivos para compor um panorama de bem-estar.
Entre os fatores avaliados estão renda per capita, saúde, apoio social, liberdade de escolha, confiança nas instituições e generosidade.
Nos países mais infelizes, esses indicadores aparecem em níveis baixos, sobretudo em confiança institucional e mobilidade social.
O que o ranking de felicidade indica sobre o futuro dessas nações
O ranking dos países mais infelizes do mundo funciona como um diagnóstico das condições de vida e aponta áreas prioritárias para políticas públicas.
Ele evidencia onde educação, saúde, segurança alimentar e estabilidade política precisam de maior atenção.
Para governos e organismos internacionais, o relatório orienta investimentos em infraestrutura, proteção social e promoção da paz.
Com ações integradas e contínuas, é possível melhorar gradualmente a qualidade de vida e alterar a percepção de bem-estar nessas nações ao longo do tempo.
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