Reino Unido autoriza EUA a usar bases para atacar Irã no Estreito de Ormuz
Autorização inclui operações para neutralizar mísseis usados pelo regime iraniano contra embarcações
O Reino Unido confirmou nesta sexta-feira, 20, que os Estados Unidos estão autorizados a usar bases militares para neutralizar “as capacidades utilizadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”.
A decisão foi tomada após reunião entre ministros do governo britânico.
“Os ministros confirmaram que o acordo segundo o qual os Estados Unidos utilizam bases britânicas no âmbito da autodefesa coletiva da região inclui operações defensivas americanas destinadas a neutralizar instalações e capacidades de mísseis que estão sendo usadas para atacar navios no Estreito de Ormuz”, diz o comunicado.
Pressão de Trump
Desde o início da guerra, Trump tem criticado o primeiro-ministro Keir Starmer (foto) por não se juntar diretamente aos EUA no conflito.
O presidente americano chegou a dizer que Starmer “não é Winston Churchill” e que um país que os Estados Unidos outrora consideravam “a Rolls Royce dos Aliados” agora se mostrava decepcionante.
Nesta semana, Starmer afirmou que seu governo trabalha com aliados em um “plano coletivo viável” para reabrir o Estreito de Ormuz, mas evitou enviar navios por receio de envolver o Reino Unido em uma escalada maior do conflito.
Estreito de Ormuz
O Estreito de Ormuz é um dos pontos estratégicos mais sensíveis do comércio global.
Aproximadamente um quinto do petróleo mundial passa por ele.
Em seu ponto mais estreito, tem apenas cerca de 33 km de largura, e as rotas de navegação são ainda mais estreitas.
Isso o torna vulnerável: qualquer conflito ou acidente pode facilmente interromper o tráfego.
Se algo acontece ali, afeta rapidamente os preços, a economia e a estabilidade internacional.
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