“Regime de Maduro coopera abertamente com Irã e Hezbollah”, diz Rubio
Secretário de Estado americano afirmou que a ditadura chavista ameaça a segurança dos Estados Unidos
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta sexta, 19, que o regime “ilegítimo” do ditador venezuelano Nicolás Maduro coopera abertamente com “terroristas que ameaçam a segurança” dos Estados Unidos.
Em um balanço de fim de ano da pasta, Rubio evitou dar mais detalhes sobre eventuais operações do governo Trump contra a ditadura chavista.
“É um regime ilegítimo que coopera abertamente com o Irã, com o Hezbollah e com o grupo narcoterroristas que operam dentro do território venezuelano. Então, a ameaça que enfrentam os Estados Unidos é essa. E temos um regime ilegítimo que coopera abertamente com elementos terroristas e por isso consideramos o regime de Maduro um regime terrorista. Cooperam abertamente com elementos terroristas que ameaçam a segurança dos Estados Unidos.”
O secretário, contudo, garantiu que a divergência de Donald Trump com o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, não prejudicará a relação entre os países.
“Não vamos permitir que nenhum problema existente com um indivíduo prejudique uma relação tão importante”, disse Rubio em espanhol, em resposta a perguntas sobre a troca de acusações entre os dois presidentes.
“Conversamos com qualquer pessoa, infelizmente [Petro] não é muito consistente em seus pronunciamentos”, disse, acrescentando que “seu mandato termina muito em breve”.
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Bloqueio a petroleiros na Venezuela
Trump anunciou na terça-feira, 16, a imposição de um “bloqueio total e completo” a petroleiros que violassem as sanções comerciais dos EUA, tanto na chegada quanto na partida da Venezuela.
A decisão americana visa aumentar a pressão contra o regime.
Em resposta à decisão do presidente americano, Maduro ordenou a mobilização da Marinha da Venezuela para acompanhar navios-tanque que transportam petróleo e seus derivados.
Maduro conversou por telefone com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, para denunciar o que chamou de “escalada de ameaças” após o anúncio do bloqueio.
O ministério venezuelano das Relações Exteriores divulgou uma nota, criticando as declarações de Trump de que o petróleo e o território venezuelanos pertenceriam aos EUA. Maduro afirmou que tais declarações “devem ser categoricamente rejeitadas pelo sistema das Organizações das Nações Unidas, pois constituem uma ameaça direta à soberania, ao direito internacional e à paz”.
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