Rede fecha todas as 101 lojas instaladas em shoppings após falência e se despede de um modelo que dominou os corredores
Rede conhecida por gadgets e cadeiras de massagem fechou todas as lojas de shopping após falência. Veja por que as unidades de aeroporto sobreviveram

O que você vai ver
- Qual rede fechou todas as 101 lojas em shoppings.
- O que sobreviveu ao fechamento das lojas de shopping.
- Por que as lojas de aeroporto resistiram e as de shopping não.
- Se essa já era a primeira falência da marca.
Uma rede que por décadas dominou os corredores de shopping com gadgets curiosos e cadeiras de massagem fechou de vez todas as suas lojas físicas nesse formato, depois de um pedido de recuperação judicial que marcou o fim de um modelo de negócio inteiro.
Qual rede fechou todas as 101 lojas em shoppings?
A rede é a Brookstone, conhecida por vender produtos como cadeiras de massagem, travesseiros de viagem e gadgets eletrônicos diferentes do que se encontra em lojas convencionais, que em agosto de 2018 entrou com pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos anunciando o fechamento de todas as 101 lojas que ainda mantinha em shopping centers.
O pedido veio depois de anos de queda no movimento de shoppings tradicionais, ambiente que sempre foi o principal canal de vendas da marca, conhecida por atrair clientes de passagem interessados em experimentar produtos diferentes, como as famosas cadeiras de massagem expostas nos corredores.

O que sobreviveu ao fechamento das lojas de shopping?
Apesar de fechar toda a rede de lojas em shoppings, a Brookstone manteve as 35 lojas que operava dentro de aeroportos americanos, além do site de vendas online, funcionando normalmente enquanto buscava um comprador para o restante do negócio.
A empresa conseguiu um empréstimo de cerca de R$ 165 milhões para financiar as operações durante o processo de venda, recurso que ajudou a manter as lojas de aeroporto e o comércio eletrônico funcionando sem interrupção enquanto o futuro da marca ainda era negociado.
Por que as lojas de aeroporto resistiram e as de shopping não?
O próprio executivo à frente da empresa na época reconheceu publicamente que os negócios de aeroporto e o comércio eletrônico continuavam saudáveis, e que o problema estava concentrado especificamente no “ambiente extremamente desafiador” enfrentado pelas lojas dentro de shoppings tradicionais.
Aeroportos oferecem um público cativo, com tempo de espera e disposição para explorar lojas diferentes enquanto aguarda o embarque, cenário bem distinto do declínio constante no fluxo de visitantes que atingia os shoppings americanos, cada vez mais pressionados pela concorrência do comércio eletrônico.
Se essa já era a primeira falência da marca?
Não. Essa foi a segunda recuperação judicial da Brookstone em apenas quatro anos: a primeira havia acontecido em 2014, quando a empresa foi vendida por cerca de R$ 748 milhões a um consórcio de investidores chineses, negócio que buscava justamente reverter a trajetória de queda que voltaria a se repetir poucos anos depois.

O que aconteceu com a marca depois do fechamento das lojas de shopping?
Depois de sair da recuperação judicial de 2018, a Brookstone seguiu existindo com uma operação bem mais enxuta, apoiada nas lojas de aeroporto e no comércio eletrônico, formato que reduziu drasticamente os custos fixos que antes vinham da manutenção de mais de cem lojas espalhadas por shoppings do país inteiro.
Esse modelo reduzido, focado em canais com público mais específico, tornou-se comum entre marcas que sobreviveram a falências no varejo físico americano: manter presença mínima em pontos estratégicos, em vez de tentar sustentar uma rede ampla de lojas tradicionais.
- Agosto de 2018: segunda recuperação judicial em quatro anos.
- 101 lojas de shopping fechadas de imediato.
- 35 lojas de aeroporto e o site mantidos em operação.
- 2014: primeira falência, venda a consórcio chinês por cerca de R$ 748 milhões.
O mesmo tipo de sobrevivência limitada a canais específicos, enquanto o restante da rede física desaparece, também marcou outras marcas de varejo americanas, como mostra o caso da RadioShack, que seguiu existindo principalmente online após a segunda falência.
Mais detalhes sobre a falência da Brookstone estão disponíveis na CNBC.
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