Quem é mais saudável entre aqueles que não têm filhos e aqueles que têm?
O estudo explorou como ter ou não filhos está associado ao risco de desenvolvimento de várias condições de saúde.
Uma pesquisa recente realizada por uma equipe conjunta de acadêmicos da Universidade de Pequim, Universidade Médica de Chongqing e Universidade de Oxford revelou insights intrigantes sobre a relação entre paternidade e riscos à saúde dos pais com muitos filhos.
O estudo, baseado em dados de 512.413 indivíduos do biobanco chinês, explorou como ter ou não filhos está associado ao risco de desenvolvimento de várias condições de saúde.
Após acompanhar registros de seguros médicos e frequências hospitalares dos participantes ao longo de até 14 anos, os pesquisadores descobriram que tanto homens quanto mulheres experimentam uma redução nos riscos de várias doenças ao se tornarem pais.
Sensivelmente, os dados mostram que os homens sem filhos apresentam um aumento de 170% no risco de demência e de 56% no risco de transtornos mentais e comportamentais, além de um crescimento expressivo no risco de doenças pulmonares obstrutivas crônicas e cardiovasculares.
As mulheres, por outro lado, exibiram um aumento de 34% no risco de transtornos mentais e um incremento nas chances de sofrerem acidentes vasculares cerebrais.
Quantos filhos são considerados ideais para a saúde dos pais?
Curiosamente, a pesquisa também sublinha que ter um número excessivamente elevado de filhos não necessariamente melhora a saúde dos pais.
Para os homens, começar a ter quatro ou mais filhos relaciona-se a um incremento no risco de doenças pulmonares obstrutivas crônicas, enquanto entre as mulheres, índices mais altos de problemas pulmonares e colecistite foram associados ao mesmo número de filhos.

Qual é o equilíbrio ideal entre quantidade de filhos e saúde parental?
Os resultados sugerem que, em termos gerais, ter entre três e quatro filhos parecia ser a quantidade mais benéfica em relação à saúde dos pais, embora os riscos varie de acordo com o tipo de doença.
Dessa forma, fatores individuais de saúde e históricos familiares devem ser ponderados para determinar o equilíbrio ideal para cada casal.
Apesar disso, parece não haver um “tamanho único” que se aplique a todos os cenários quando se trata de decidir quantos filhos ter.
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Quais fatores contribuem para a saúde melhorada dos pais?
Os pesquisadores acreditam que comportamentos positivos resultantes da paternidade, como a redução do tabagismo entre homens após se tornarem pais, possam explicar em parte o fenômeno observado.
Além disso, processos biológicos durante a gravidez e amamentação, que levam a um aumento da exposição ao estrogênio, poderiam estar potencialmente contribuindo para a redução dos riscos de determinadas doenças, como o câncer de mama em mulheres.
A descoberta, publicada no prestigioso periódico “Chinese Medical Journal”, ressalta a complexidade de determinar com precisão o número ideal de filhos em relação à saúde parental, reiterando a necessidade de considerar fatores individuais e históricos ao tomar decisões familiares desta natureza.
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