Putin visita Kursk em tentativa de mostrar domínio sobre região
Tropas da Ucrânia ocuparam parte da região russa durante meses
O ditador da Rússia, Vladimir Putin, visitou a região de Kursk pela primeira vez desde que Moscou afirmou, em abril, ter expulsado forças ucranianas do território. A viagem ocorreu na terça-feira, 20, e foi divulgada apenas no dia seguinte pelo Kremlin.
Durante a visita, Putin foi à cidade de Kurchatov, onde conheceu as obras da usina nuclear de Kursk-2 e se reuniu com voluntários locais em um evento fechado.
A ofensiva ucraniana em Kursk teve início em agosto de 2024, no que se tornou a maior incursão terrestre em solo russo desde a Segunda Guerra Mundial.
Tropas de Kiev ocuparam parte da região durante nove meses, até que Moscou anunciou a retomada total do território, com apoio de soldados norte-coreanos.
A Ucrânia, no entanto, não confirmou oficialmente a perda da área e afirma que continua operando militarmente dentro do território russo.
A visita de Putin a Kursk ocorreu um dia após uma conversa telefônica entre Putin e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo relatos, o líder russo não teria feito concessões em relação ao conflito durante o diálogo.
Kiev investiu recursos consideráveis para manter posições em Kursk ao longo da ocupação, com a expectativa de usar o território como trunfo em eventuais negociações de paz. As primeiras conversas diretas entre delegações de Rússia e Ucrânia aconteceram apenas na semana passada, na Turquia.
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A conversa entre Trump e Putin
Donald Trump afirmou na última segunda-feira, 19, que a Ucrânia e a Rússia iniciarão “imediatamente negociações para um cessar-fogo e para o fim da guerra”, após uma ligação telefônica de duas horas com o ditador Vladimir Putin.
Em comunicado divulgado pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, o republicano destacou que o “espírito e tom da conversa” com Putin foram “excelentes”.
Trump afirmou que Moscou demonstrou interesse em fazer comércio com os Estados Unidos “quando este “banho de sangue” catastrófico terminar”.
O presidente dos EUA também disse ter entrado em contato com diversos líderes internacionais, entre eles o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, para compartilhar a posição de Putin.
Segundo Trump, o Vaticano, representado pelo papa Leão XIV, se colocou à disposição para sediar o início das negociações.
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