Primeiro-ministro da Espanha rebate Trump: “Não à guerra”
Presidente dos EUA prometeu cortar todas as relações comerciais com o país europeu
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, rebateu nesta quarta-feira, 4, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dizendo que a posição de seu governo se resume em poucas palavras: “Não à guerra”.
Na véspera, 3, Trump prometeu cortar todas as relações comerciais com a Espanha.
“A posição da Espanha sobre esta situação é clara e consistente: a mesma que temos mantido na Ucrânia e em Gaza. Primeiro, não ao desrespeito ao direito internacional, que protege primordialmente os mais vulneráveis, a população civil; não à aceitação de que o mundo só pode resolver seus problemas por meio de conflitos e bombas; e, finalmente, não à repetição dos erros do passado. Em suma, a posição da Espanha pode ser resumida em quatro palavras: ‘não à guerra’ [no a la guerra, em espanhol]”, disse o primeiro-ministro espanhol em pronunciamento na televisão.
“Da Espanha, somos contra este desastre porque entendemos que os governos devem melhorar a vida das pessoas, não piorá-la, e é inaceitável que líderes incapazes de cumprir essa missão usem a cortina de fumaça da guerra para esconder seu fracasso e, no processo, enriquecer os bolsos de poucos”, acrescentou.
A ameaça de Trump
Como mostramos, Trump afirmou que os EUA vão cortar todas as relações comerciais com a Espanha após o governo espanhol não autorizar o uso de suas bases pelos militares americanos no ataque ao Irã.
“A Espanha tem sido terrível. Na verdade, eu disse ao Scott [Bessent, secretário do Tesouro] para cortar todas as relações com a Espanha. A Espanha chegou a dizer que não podemos usar as bases deles. E tudo bem. Podemos usar a base deles se quisermos. Podemos simplesmente entrar voando e usá-la. Ninguém vai nos dizer que não podemos usá-la”, disse Trump ao receber o chanceler alemão, Friedrich Merz, na Casa Branca.
A Comissão Europeia saiu em defesa da Espanha.
“Estamos em total solidariedade com todos os Estados-Membros e todos os seus cidadãos e, através da nossa política comercial comum, estamos prontos para agir, se necessário, para salvaguardar os interesses da UE”, disse o porta-voz da Comissão Europeia, Olof Gill.
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