Polônia derruba drone e prende cidadãos de Belarus
Ação ocorre em meio a tensões crescentes com a Rússia e exercícios militares na região, elevando o estado de alerta da Otan
O governo polonês “neutralizou” um drone que sobrevoava de forma suspeita áreas estratégicas da capital, Varsóvia, nesta segunda-feira, 15. Autoridades detiveram dois cidadãos de Belarus. O premiê Donald Tusk anunciou a ocorrência na rede social X.
De acordo com Tusk, o Serviço de Proteção Estatal localizou o aparelho em regiões com edifícios governamentais sensíveis, como a rua Parkowa e o Palácio Belweder. O incidente intensifica as tensões no Leste Europeu dias após uma incursão de drones russos ter colocado a Polônia e a Otan em alerta máximo.
Ameaças aéreas intensificam tensão regional
O episódio do drone em Varsóvia sucede uma série de incursões de aeronaves não tripuladas russas na semana anterior. Moscou justificou os voos como aparelhos que teriam se desviado durante ataques no oeste da Ucrânia.
A Polônia e outras nações da Otan não aceitaram a explicação do Kremlin, interpretando o incidente como um teste de suas defesas. A incursão, que envolveu 21 drones, com alguns sendo abatidos, motivou uma resposta pública da aliança.
A Otan lançou a Operação Sentinela Oriental na sexta-feira, 12, realocando recursos para proteger os países do flanco leste contra drones e outras ameaças. Caças Rafale franceses já atuam nos céus poloneses, e Eurofighter Typhoon do Reino Unido serão enviados, complementados por sistemas antiaéreos.
No sábado, 13, a Romênia também reportou a invasão de seu espaço aéreo por, pelo menos, dois drones. Caças F-16 foram acionados para acompanhar os objetos, que acabaram caindo em áreas desabitadas.
A posição dos Estados Unidos é ambígua. O presidente Donald Trump sinalizou aceitar a versão russa, mas indicou disposição para pressionar o Kremlin com sanções. Ele, porém, condicionou tal medida à interrupção da compra de petróleo russo por países da Otan.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, criticou a incursão. Contudo, nem ele nem a chefia da Otan afirmaram categoricamente que a ação russa foi intencional.
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