Moraes autoriza tratamento médico e psiquátrico a Jefferson
Ex-deputado cumpre prisão domiciliar em residência localizada no interior do Rio
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-deputado Roberto Jefferson receba acompanhamento médico, nutricional e psiquiátrico em sua residência em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro, onde cumpre prisão domiciliar.
Segundo o Globo, a decisão autoriza a ida de um barbeiro para cuidados pessoais.
No despacho, Moraes permitiu também que a psiquiatra Soraya Daher, responsável pelo acompanhamento de Jefferson no período em que ele esteve internado em um hospital no Rio, dê continuidade à administração dos medicamentos de uso controlado, que exigem acompanhamento especializado.
Apesar da autorização, Jefferson deverá comunicar previamente ao Supremo caso precise sair de casa para realizar atendimentos externos.
O ex-parlamentar está em prisão domiciliar desde maio, quando deixou o hospital após quase dois anos internado.
Quais são as condenações de Roberto Jefferson?
Jefferson foi condenado pelo STF em dezembro de 2023 a 9 anos, 1 mês e 5 dias de prisão pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime.
O ex-deputado foi denunciado pela PGR após fazer postagens e dar entrevistas incentivando a população a invadir o Senado e atacar o prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Antes da condenação definitiva, ele estava preso preventivamente desde agosto de 2021. Em janeiro de 2022, obteve o benefício da prisão domiciliar, mas retornou ao regime fechado em outubro daquele ano por violar reiteradamente as condições impostas.
Na ocasião, usou as redes sociais da filha, Cristiane Brasil, para atacar a ministra Cármen Lúcia, a quem chamou de “bruxa de Blair”, “Cármen Lúcifer” e outros xingamentos.
Quando a Justiça ordenou sua nova prisão, Jefferson resistiu à ordem e atacou policiais federais com tiros de fuzil e granadas. Pelo episódio, ele já foi condenado pela Justiça Federal no Rio de Janeiro.
No início de abril, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região determinou que essa pena fosse cumprida em casa.
Ainda assim, Jefferson permaneceu detido no hospital por causa de outro mandado de prisão preventiva expedido pelo STF, que foi substituído pela domiciliar.
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