Petróleo da Venezuela irá recompor reserva dos EUA, diz Trump
Presidente americano afirma que reposição dos estoques começará “muito em breve”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (foto), afirmou neste domingo, 30, que pretende usar o petróleo venezuelano para recompor a Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), que está no menor nível em mais de quatro décadas.
Segundo ele, o processo de reposição dos estoques começará “muito em breve”.
Trump descreveu o petróleo venezuelano como um “presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos”.
A declaração do republicano foi feita dois dias depois de ele anunciar um acordo com Caracas para ampliar a participação americana na exploração das reservas venezuelanas.
A SPR tem capacidade para mais de 700 milhões de barris, mas armazenava 289,7 milhões em 21 de agosto, cerca de 40% do total.
A reserva foi reduzida durante os governos de Trump e Joe Biden, em meio a crises no mercado internacional de petróleo.
Acordo com a Venezuela
O acordo prevê investimentos privados para recuperar a indústria petrolífera venezuelana, cuja infraestrutura se deteriorou nos últimos anos.
A produção deverá chegar a mais de 1,5 milhão de barris por dia, segundo a líder interina Delcy Rodríguez.
Ela afirmou neste sábado, 29, que o acordo terá duração de 25 anos e envolverá 17 campos considerados estratégicos.
Segundo Delcy, a Venezuela continuará dona de seus recursos naturais, o que contraria a afirmação de Trump de que os Estados Unidos terão controle majoritário das reservas.
“Uma coisa deve estar completamente clara: a Venezuela retém a posse e soberania sobre seus recursos”, afirmou Rodríguez em pronunciamento na televisão estatal.
O governo venezuelano estima mais de US$ 100 bilhões em investimentos privados e cerca de US$ 204 bilhões em receitas fiscais ao longo do acordo.
A produção do país chegou a 1,2 milhão de barris por dia entre janeiro e julho, alta de 29,8%, mas ainda distante dos cerca de 3 milhões de barris diários registrados há 25 anos.
Ainda não está claro quando o petróleo venezuelano poderá começar a abastecer a reserva americana. A expansão da produção poderá enfrentar problemas de infraestrutura, de fornecimento de energia e até mesmo relacionado ao tipo de petróleo produzido no Cinturão do Orinoco.
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