Operação de Israel não terminará sem destruir instalação de Fordo, diz conselheiro
Tzachi Hanegbi prometeu danificar a estrutura utilizada pelo regime iraniano para enriquecimento de urânio
O Conselheiro de Segurança Nacional de Israel, Tzachi Hanegbi, afirmou nesta terça-feira, 17, que a operação do exército israelense contra os alvos militares e nucleares iranianos “não terminará sem danificar a instalação de Fordo”.
A estrutura, a 90 metros do subsolo, abriga milhares de centrífugas de enriquecimento de urânio.
Em entrevista ao canal 12 de Israel, Hanegbi disse não saber se os Estados Unidos se juntarão para destruir a instalação.
“O nosso plano é azul e branco, incluindo todos os elementos da ofensiva”, afirmou, em referência às cores da bandeira israelense.
O conselheiro de segurança também revelou que a queda do regime teocrático do aiátolá Ali Khamenei não faz parte da operação, mas que Israel ficaria contente em ver a mudança como consequência das ações militares.
Na última sexta-feira, 13, caças da Força Aérea Israelense iniciaram bombardeios contra instalações nucleares, entre elas a de Fordo.
A instalação de Fordo é a mais bem protegida de todas, pois fica a uma profundidade de 800 metros, sob as montanhas nas proximidades da cidade sagrada de Qom.
A existência da estrutura só se tornou pública em 2009. Em Fordo, o urânio é enriquecido aos graus mais altos, de 60%.
Natanz
A instalação nuclear de Natanz, localizada a 30 a 40 metros abaixo da superfície é protegida por uma estrutura de concreto com espessura de aproximadamente sete metros, destinada à enriquecimento de urânio.
Mas o complexo de Natanz não é totalmente subterrâneo, o que o deixa vulnerável a ataques aéreos.
Natanz já havia sido alvo de ações israelense anteriores, incluindo diversas tentativas de sabotagem nos anos 2000.
Há quinze anos, os israelenses conseguiram infectar as máquinas de Natanz com o vírus de computador Stuxnet.
O código estranho acelerou a velocidade das centrífugas de urânio, causando rachaduras e quebrando equipamentos.
Uma em cada cinco máquinas de Natanz foi inutilizada.
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