ONU autoriza Mahmoud Abbas a discursar por videoconferência
Estados Unidos haviam revogado vistos de integrantes da OLP e da Autoridade Palestina
As Nações Unidas aprovaram por ampla maioria que o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, participe por videoconferência da Assembleia Geral da ONU, nesta semana, em Nova York. A medida foi tomada depois que o governo dos Estados Unidos proibiu a presença de Abbas e de cerca de 80 altos funcionários da AP no encontro.
A resolução recebeu 145 votos a favor, seis abstenções e cinco contrários, incluindo Israel e os Estados Unidos. Pelo texto, a Autoridade Palestina poderá enviar vídeo pré-gravado ou participar por teleconferência de uma reunião organizada pela Arábia Saudita e pela França na segunda-feira sobre a solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.
A decisão americana de revogar os vistos de Abbas e de outros membros do AP foi anunciada após diversos países ocidentais indicarem que reconheceriam o Estado palestino.
A Autoridade Palestina, com base na Cisjordânia, é acusada por Israel de incitar terrorismo em escolas e de apoiar financeiramente pessoas ligadas a ataques terroristas.
Além de Abbas, a Assembleia Geral autorizou por consenso que o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, participe por vídeo da conferência sobre a solução de dois Estados.
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As duas caras de Abbas
Como mostrou Crusoé, Mahmoud Abbas tem duas caras.
Uma delas é usada para falar com o Ocidente e dar entrevistas para jornalistas de grandes veículos. Para essa plateia, Abbas diz frases sensatas, como a de que o grupo terrorista Hamas não representa os palestinos e que é culpado pela continuação da guerra na Faixa de Gaza. Ao se mostrar como alguém mais moderado, Abbas consegue abrir espaço para conversar com autoridades europeias e americanas.
A outra cara é a que ele usa para falar com palestinos e outros povos árabes, sem se preocupar com possíveis represálias. Com esse segundo rosto, Abbas conclama os palestinos a praticarem a violência e festeja os seus mártires.
Um vídeo divulgado pelo canal MEMRI TV, que monitora os canais do Oriente Médio, mostra um discurso de Abbas no Parlamento da Turquia.
Na imagem, é possível ver Abbas rezando pela alma do “mártir” Ismail Haniyeh — o líder do grupo terrorista do Hamas eliminado no Irã.
O presidente da AP acusa Israel de “genocídio”, declara que “a América é uma praga” e revela que irá para a Faixa de Gaza e, de lá, para Jerusalém. “Estamos implementando a Lei da Sharia: vitória ou martírio”, disse Abbas.
Leia também: O encontro de Lula com o ‘duas caras’ Mahmoud Abbas
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Comentários (1)
Roger
22.09.2025 07:29É sempre bom fazer paralelos para testar a consistência de argumentos . A FDI sem diz que age de acordo com a normas internacionais de guerra, mas arrasou completamente Gaza , mata civis quase diariamente , crianças , mulheres , idosos, e os israelenses veneram seu exército . Então, o autor do artigo se esforça para denegrir a reputação do palestino com um argumento que poderia muito bem servir contra Israel também